07 de março de 2021 às 08:32

O PODER DA MULHER

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (07/03/2021)

A mulher sempre foi âncora para o homem, sem nenhuma sombra de dúvida. A antiga expressão de que “por trás de um grande homem tem sempre uma grande mulher” nunca passou de um estereótipo machista tentando amenizar a situação. Na verdade a mulher sempre foi soberana por conta própria e diante desta magnitude o homem cresceu e se mostrou potente.

Uma lindíssima música da cantora Amelinha mostra diversas situações da história em que os homens foram vitoriosos porque amavam suas mulheres e dependiam da capacidade delas. No contexto ela lembra Helena na Grécia antiga com a Guerra de Troia. Também a história de Roxana, esposa de Alexandre, o Grande. Cita a poesia romântica de Miguel de Cervantes e por fim, Maria Bonita, esposa do lendário Lampião, cangaceiro famoso do nordeste brasileiro. Se tivesse espaço ela poderia ter citado também Anita Garibaldi, Maria, mãe de Jesus, as sete mulheres da Revolução Farroupilha e por que não dizer aquelas que foram âncora para muitos santos, como por exemplo, a Santa Clara na história de São Francisco de Assis e Santa Luiza de Marillac com São Vicente de Paulo. É claro que não podemos esquecer Joana D’Arc, Zilda Arns, Maria da Penha, Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, dentre outras.

Mas, como hoje estamos nos inspirando em Amelinha, vamos então à letra da canção: “Numa luta entre gregos e troianos por Helena, a mulher de Menelau, conta a história que um cavalo de pau terminava uma guerra de dez anos. Menelau o maior dos espartanos venceu Páris, o grande sedutor humilhando a família de Heitor em defesa da honra caprichosa. Mulher nova, bonita e carinhosa, faz o homem gemer sem sentir dor. Alexandre, figura desumana, fundador da famosa Alexandria conquistava na Grécia e destruía quase toda a população tebana. A beleza atrativa de Roxana dominava o maior conquistador e depois de vencê-la, o vencedor entregou-se à pagão mais que formosa. Mulher nova, bonita e carinhosa, faz o homem gemer sem sentir dor. A mulher tem na face dois brilhantes condutores fiéis do seu destino, quem não ama o sorriso feminino desconhece a poesia de Cervantes. A bravura dos grandes navegantes enfrentando a procela em seu furor. Se não fosse a mulher mimosa flor, a história seria mentirosa. Mulher nova, bonita e carinhosa, faz o homem gemer sem sentir dor. Virgulino Ferreira, o Lampião, bandoleiro das selvas nordestinas, sem temer o perigo nem ruinas, foi o rei do cangaço no sertão. Mas um dia sentiu no coração, o feitiço atrativo do amor. a mulata da terra do condor dominava uma fera perigosa, Mulher nova, bonita e carinhosa, faz o homem gemer sem sentir dor”. Esta obra é de autoria de Otacilio Guedes Patriota em parceria com Zé Ramalho e foi lançada no ano de 1981. A ideia principal era trabalhar pelos cordéis nordestinos a sedução que a mulher exerce sobre os homens. Alguns críticos diziam tratar-se de uma visão masculinizada, machista e patriarcal de domínio do homem sobre a mulher, mas a intenção na sua essência era exatamente mostrar numa sociedade tão preconceituosa o poder dela estando junto e mostrando o seu potencial que perpassa a sedução.

Erasmo Carlos também enaltece a figura feminina com sua célebre canção “MULHER”, assim ele expressa: “Dizem que a mulher é sexo frágil, mas que mentira absurda! Eu que faço parte da rotina de uma delas sei que a força está com elas. Vejam como é forte a que eu conheço, sua sapiência não tem preço. Satisfaz meu ego se fingindo submissa, mas no fundo me enfeitiça. Quando eu chego em casa à noitinha, quero uma mulher só minhas, mas pra quem deu luz não tem mais jeito, porque um filho quer seu peito, o outro já reclama a sua mão e o outro quer o amor que ela tiver. Quatro homens dependentes e carentes da força da mulher. Mulher, mulher, do barro de que você gerada, me veio a inspiração pra decantar você nessa canção. Na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um dez, sou forte, mas não chego aos seus pés”.

O agravante em tudo isto é que muitos homens ao perceberem que as mulheres de fato teriam condições de governar o mundo, quiçá o ambiente em que vivem, passaram a se acomodar e deixar toda a carga nas costas delas. Assim elas passaram a atuar numa jornada dupla onde saiam para trabalhar e ainda precisam dividir o seu cotidiano com as atividades domésticas. Tudo bem que alguns percebem esta situação e sempre atuam fortemente dentro de casa, mas, infelizmente muitos são verdadeiros exploradores. Agora, ninguém pode negar que elas têm a faca e o queijo na mão. Além da arte da sedução, elas conseguem fazer os homens comerem na sua mão. Eu não chamaria esta atitude de vingança ao hábito machista de lidar, mas a forma de mostrar o seu poder. A escritora Juliana Reis disse que “As mulheres têm poderes. Uma mulher poderosa nem sempre sabe o que quer, mas quando ela descobre, ela poderá mover céu e terra para ter aquilo que deseja. Portanto, jamais subestime o quão poderosa uma mulher pode ser, ela te surpreenderá!”.  Também Danila Kausland comentou que, “Para ser uma mulher poderosa não precisa ter um corpão ou um rosto lindo, para ser poderosa precisa de inteligência e precisa se valorizar em primeiro lugar”.

Bom, chegando a mais um final! Hoje mostrando aos homens que as mulheres merecem mais que respeito e credibilidade, elas merecem tudo. Queria ver qual homem suportaria a dor do parto, a ignorância de um parceiro inescrupuloso, as marteladas de cada dia, enfim, a vivência numa sociedade machista. A proposta da reflexão de hoje seria então a valorização de todas as mulheres, a começar pelas que estão perto e em seguida às que estão distantes. Jesus Cristo, sendo Deus não precisaria de uma mulher para sua concepção, mas quis se fazer homem e pessoa comum, para isto contou com uma garota por nome Maria da cidade de Nazaré. Uma vez aceitando esta tarefa, tornou-se ela a excelsa e a mais soberana de todas as mulheres. Assim aproveitamos este momento para mandar um abração para todas as homenageadas deste dia! Que Deus as abençoe sempre sob a proteção da Mãe de Jesus!!!


Fonte: CLIENT

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