28 de março de 2021 às 19:40

FOCO NA ESPERANÇA

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (28/03/2021)

Crédito:https://www.acritica.net/

Vamos hoje a mais um episódio dentro do assunto pandemia. Na verdade o que mais todos querem é ficar livre do mal e das abordagens, mas até que isto aconteça precisamos atualizar constantemente as discussões como forma de conscientização e apreciação das boas ações.

Uma cena marcou a semana pelas redes sociais na nossa região. A Santa Casa de Lavras foi surpreendida no início da noite de quinta-feira (25 de março) com um grupo de pessoas fazendo orações e louvores em prol dos pacientes afetados e também pelos profissionais que estavam trabalhando na linha de frente. Muitos enfermos e funcionários acompanharam emocionados pelas janelas a manifestações de solidariedade daquelas pessoas que não podendo fazer muita coisa para ajudar, optaram por pedir a Deus em prol deles. Com foco na esperança, todo mundo fica na expectativa de noticia nova que possam trazer um conforto maior no meio de tanto sofrimento, mas como dependemos da mídia sensacionalista que vive de dramas e catástrofes para alcançar audiência ficamos ainda mais desesperados com tudo o que está acontecendo. Há quem diga que o desespero pode causar medo e proporcionar um cuidado maior das pessoas, mas seria mesmo este o caminho? O número de deprimidos em função desta realidade tem aumentado assustadoramente, que o digam os suicídios ocorridos neste período.

Este vírus é inevitavelmente uma artimanha de chefes de estado poderosos querendo dominar o mundo. Isto quer dizer que estamos participando de uma guerra com armamentos modernos. Em outras situações os países se uniam para ampliar suas forças e lutar contra a outra parte, mas desta vez foi diferente com um agravante ainda maior, como no caso do Brasil, onde, ao invés de todos se unirem para eliminarem o mal ou pelo menos lutar, acabam fazendo jogadas políticas para se promoverem e fazendo a desgraça aumentar ainda mais. É incrível que isto esteja acontecendo, os noticiários têm pouco de interesse de abordar otimismo e esperança, mesmo no meio de um caos. É inadmissível a inclusão de alguns mortos como se fosse de covid para ampliar os números, receberem benefícios e promover ainda mais a desordem. Como dissemos das outras vezes, é terrível saber que existe o grupo do “quanto pior, melhor”. Enquanto isto, estamos assistindo cenas nada agradáveis como pessoas desempregadas, passando dificuldade, morrendo de fome e impotentes de qualquer tipo de ação.

Ao abordar o tema ESPERANÇA, não queremos com isto pedir a todos que relaxem nos seus cuidados e que possam já voltar às aglomerações, mas que tomando todas as precações e ficando confiantes, assistirão de camarote à finalização desta praga. A vacinação já é uma realidade e pelo sim ou pelo não, os que já tomaram estão mais resistentes e a sociedade contando com menos mortes daquela faixa etária. É claro que existe a discussão de que o ideal seria a vacinação dos jovens primeiros para que a sociedade possa fluir. O país que adotou esta estratégia foi a Indonésia que contemplou primeiramente a idade de 59 a 18 anos. Segundo o jornal da BBC, a imunização da “juventude primeiro” assegura a classe trabalhadora. Além do mais, eles é que saem de casa e espalham por todo o lugar e depois à noite voltam para casa, para suas famílias. O professor Amin Soebandrio argumenta que esta abordagem dará ao país a melhor chance de obter imunidade de rebanho, algo que ocorre quando uma grande parte de uma comunidade se torna imune por meio da vacinação ou da disseminação em massa de uma doença.

Outro fator que precisa ser considerado é a valorização dos profissionais da área da saúde. É vergonhoso o que recebem estes profissionais, fundamentalmente os que atuam na rede pública. Mesmo com todos os cuidados, muitos adquiriram o vírus e infelizmente até óbitos aconteceram. Estes são os verdadeiros heróis, não os confinados do Big Brother. Com os hospitais ou unidades de saúde lotadas, estes anjos do bem se desdobram para garantir a vida independente da classe social, raça ou orientação sexual.  Em julho de 2020 o Senado aprovou uma indenização para os que ficaram incapacitados pela Covid-19, mas muito mais precisa ser feito em favor da classe. A defasagem salarial é gritante. Tudo bem que muitos poderão dizer que o país está com poucos recursos para recuperar o piso dos trabalhadores da saúde, mas se falta dinheiro, qual a justificativa dos recheados salários do alto escalão no exato momento em que precisaria mais valorizar quem de fato está precisando e merecendo?

Partindo para as notícias agradáveis, temos a informação de que a FIOCRUZ fabricará também a vacina contra a COVID-19 com a capacidade de produzir um milhão por dia. Continuamos contando também com o Instituto Butantã e inúmeros outros laboratórios que estão se empenhando e bem em breve teremos dias melhores. Pra isto continuamos com a recomendação de fugir das noticias negativas e optar pelas positivas. Não deem créditos à imprensa sensacionalista que gosta de uma desgraça, mas acredite nas pessoas sérias que estão trabalhando 24h para eliminar o vírus. Continue com seus hábitos de higienização, isolamento e distanciamento social. Quem sabe a próxima crônica sobre este assunto venha em forma de ação de graças! O antigo dito popular já dizia: “Depois da tempestade, vem a bonança” e não há guerra que dure para sempre. Nós vamos vencer e sairemos muito mais fortes do que quando entramos. Assim, foco na esperança! Sobre a pandemia o Papa Francisco disse que “diante de Deus, todos nós somos filhos e sairemos dela juntos”. Muita força e consolo para quem perdeu alguém para o vírus. Muita saúde e imunidade para todos e se por acaso a infecção acontecer que ela seja ligeira e sem consequências desagradáveis.


Fonte: CLIENT

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