22 de junho de 2020 às 14:26

DE OLHO NO COVID

Crédito:penedo.al.gov.br

Completados três meses de isolamento social convém fazer uma reflexão sobre os acontecimentos, bem como porque chegou neste ponto e quais os próximos passos. É claro que não somos especialistas, tão somente geradores de opinião. Não somos os donos da verdade e se alguém quiser esticar o assunto, nos procure. De repente a partir das suas ideias, podemos fazer uma parte 2.

É triste dizer, mas nunca tivemos um ano como este de 2020. Pelos livros de história já estudamos muitas catástrofes com dizimação de pessoas, mas na nossa época com tanta tecnologia e pesquisa, fica complicado aceitar. A possibilidade de ser um golpe ou mesmo uma guerra silenciosa em troca de poder não está descartado e acreditar nisto aumenta a nossa decepção com os governantes. Outro fator terrível que o Brasil está passando é que ao invés de unirem-se todos para a eliminação definitiva deste mal, assistimos a um conflito político onde tem pessoas batendo palmas para a desgraça na base do “quanto pior, melhor”. Esta situação desanimadora do nosso país já foi criticada por muitas outras nações que conseguiram diminuir os impactos com todos falando a mesma língua.

A mídia sensacionalista está caindo de braçadas nos números para apimentar as suas reportagens. A que ponto chegou o ser humano! Uma vantagem de tudo isto é que, diante do susto, as pessoas ficam com mais medo e se preservam mais com os devidos cuidados e também com o isolamento social, mas poderiam animar também com matérias relacionadas a sucesso em pesquisas, pessoas curadas, dicas para suportar o “fique em casa” e por ai vai. Vamos analisar um pouco toda esta catástrofe anunciada por eles. Dizem que está faltando muitos leitos em UTIs, mas quando foi que o Brasil teve sobrando independente de pandemia? No momento estamos na casa dos 50 mil óbitos, mas onde estão os números das outras mortes? Todos os dias no Brasil morre gente demais por muitos outros motivos. Será que foi erradicado o falecimento por pneumonia? Infarto? Câncer? Grande parte das pessoas que entraram na estatística dos mortos por Covid-19 tinha inúmeras outras complicações de saúde. Outra coisa, quando dizem que o número total de contaminados é de um milhão, por que não subtraem os curados que foi de 482 mil e 448 mil em acompanhamento (dados do dia 18/06/2020)? A marca de 50 mil mortes e um milhão de contaminados é assustadora, mas dizer que a nível de mundo o Brasil estaria em terceiro é inadequado, o pais tem  210 milhões de habitantes, gastaria em torno de cinco países europeus para dar o tamanho da nossa nação. É claro que não estamos querendo dizer que tá tudo muito bom e tranquilo, porque na verdade não está. A crítica é para os órgãos de imprensa que parecem sobreviver somente em cima das tragédias na base do doa a que doer.

Que o vírus existe, isto ninguém pode negar, mas que se todos se comportarem a curva vai cair em nosso favor. As recomendações do Ministério da Saúde são mais do que verdadeiras e as pessoas precisam obedecer. Elas são simples e garantem a sobrevivência nossa e a morte do covid-19. Podendo, fique em casa. Só saia se realmente for necessário e sempre com máscara e fugindo de aglomeração. Aos que precisam sair para trabalhar, não vacile nos equipamentos de segurança, duvide de todo mundo. A higienização é muito importante também, em casa banhos constante e chegando da rua não utilize o mesmo sapato para transitar nas dependências internas, lave a mão com bastante água e sabão que chega a ser mais eficiente que o álcool em gel de 70°. No comércio faz-se necessário este álcool porque não tem como disponibilizar bacia com água e sabão para todos além de uma toalhinha. Notaram que é simples assim.

Com o medo das pessoas em contrair o vírus, está acontecendo um lastimável preconceito com os profissionais de saúde pelo fato de ficar na frente de batalha. Todos eles são grandes guerreiros e merece todo o respeito da sociedade. Se não fosse o trabalho desta equipe, as cenas seriam semelhantes à da peste negra que na idade média dizimou milhares de pessoas que ficavam jogadas pelas ruas. Infelizmente muitos se contaminaram na necessidade de cuidar de doentes infectados, mas não é por isto que podem ser mal vistos. Estes profissionais mereciam uma bonificação por colocar em risco a sua saúde e da família em prol da cura de muitos doentes.

Ao falar de preconceito, não veja as pessoas que se contaminaram como representante do inferno aqui na terra. É inadequado espalhar as suas imagens pelas redes sociais, falar mal deles, incriminá-los ou trata-los como leprosos. Mude de atitude, respeite-os, passe-lhes mensagem de encorajamento, carinho e pedido de proteção de Deus, ofereça para fazer-lhes favores, haja vista o rigoroso isolamento social a que elas estão sendo obrigadas a cumprir. Seja mais humano, pense que poderia acontecer com você e certamente gostaria de ser bem tratado da mesma forma.

Tudo isto vai passar com toda certeza! Estamos bem no pico, por isto os números assustadores. Pratiquem a caridade, ajude a quem esteja precisando, cuide-se e proporcione os cuidados em todos. Peça proteção a Deus insistentemente e lembre-se de agradecê-lo porque ele não te desampara nunca. Fuja de notícias ruins, abrace as esperançosas. O mundo será diferente depois desta pandemia, aprenderemos muito com ela. A possibilidade de quase toda a população pegar é bem grande, certamente muitos já pegaram e se recuperaram e nem viram. Muita força nesta hora, aprendamos a conviver em esta situação e como numa fortíssima tempestade, sobreviveremos apesar de tudo!

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (21/06/2020)

Fonte: CLIENT

comentários

Estúdio Ao Vivo