09 de fevereiro de 2020 às 20:27

CONVIVENDO COM AS DIFERENÇAS

O mun

Crédito:https://www.cdm-rj.com.br/

Nem sequer os irmãos gêmeos possuem as mesmas características, quanto mais os outros. Existe gente pequena, outras grandes, gordo, magro, claro, escuro, cabeludo, careca e por ai vai. Fisicamente ninguém é igual, mentalmente não. Mas um detalhe precisa ser observado, todos moram no mesmo ambiente e precisam saber que ninguém é superior aos demais. Todos precisam usufruir do mesmo espaço respeitando-se.

Quando este tema é abordado, normalmente vêm à cabeça a ideia de acolher os deficientes querendo acreditar que eles sim são os diferentes. Mas o tema vai muito mais além, isto porque não são eles o nosso principal alvo. Talvez eles precisem de uma atenção especial por causa das suas limitações, mas são tão comuns como qualquer pessoa. É bom lembrar também que outras espécies precisam ser respeitadas pelo fato de conviverem no mesmo espaço. Os homens precisariam viver harmonicamente com as plantas e os animais até mesmo porque não aconteceu uma eleição para escolher quem seria o líder ou o principal dos seres. A dificuldade desta convivência acaba acontecendo por causa da cultura e no caso dos animais, o instinto. Que mania terrível a criação de Deus querer se sobrepor ao outro. No Livro de Gênesis, na Bíblia é possível ler sobre o Jardim de Éden onde tudo era perfeito, mas devido a uma desobediência, aconteceu a reviravolta que até hoje não conseguiu consertar.

E por causas destas diferenças, nem os homens falam a mesma língua proporcionando situações de violência, corrupção, roubo, desigualdade social, exploração, dentre outros. O mundo parece estar do lado do avesso simplesmente por não aceitar as diferenças. Em um dos episódios das TARTARUGAS NINJAS, obra criada por Kevin Eastman e Peter Laird comenta que certa vez o Mestre Splinter, um rato líder dos heróis, descobriu uma fórmula mágica para se transformar em um humano, só que por um período curto de tempo, depois ele voltaria novamente a ser um roedor. Como era pesquisador resolveu tomar a porção para descobrir como era a convivência dos homens. Até que, de início ficou impressionado. Por uma praça onde não estava mais como um rato e sim um garoto, pode ver pessoas se cumprimentando, conversando, ajudando-se e agindo de maneira diferente do que ele imaginava. O problema é que o mestre distanciou um pouco do esgoto onde estava o seu laboratório e de repente a porção perdeu o efeito como era esperado. Assim, no meio delas, deixou de ser um menino e voltou a ser rato. Quando aquelas pessoas o viram, quiseram matá-lo desesperadamente e com a sua agilidade driblou a todos voltando imediatamente ao seu lar, quando lá chegou falou uma frase sábia que bem auxilia na nossa reflexão de hoje: “Deem aos humanos algo diferente deles e eles encontrarão um motivo para odiar”.

E é exatamente isto que está acontecendo com os seres criados por Deus que, talvez por questão de segurança ou proteção, vivem desconfiados e procurando meios de odiar o oponente por medo de perder o seu espaço. É triste quando assistimos esta cena em igrejas, futebol, na política, na família e no convívio social. Tem um lugar que estas diferenças ficam somente no externo, porque nas suas profundezas acontece total igualdade. Este lugar? Cemitério. Se as diferenças se fazem presentes durante toda a vida, vai chegar um dia que elas serão eliminadas e todo mundo não passará de um monte de ossos sem importância nenhuma. Ossada esta que por um tempo ficará nas lembranças, mas com o tempo, nem isto.

Até agora fomos cruéis com as diferenças, mas ninguém pode negar que elas têm o seu lado benéfico. Se o mundo fosse inteiramente igual, não teria graça, nem emoção e seria um marasmo. As diferenças, a bem da verdade, funcionam para completar um ao outro. Analisando por esta ótica verificamos que Deus foi perfeito!  cada um oferecendo um pouco de si a plenitude acontece. Assim, não convém detonar o que nos faz diferentes, mas utilizá-lo em prol da boa convivência. O próprio Jesus foi vítima das diferenças desde que nasceu na gruta de Belém até no momento em que foi crucificado em Jerusalém. Durante toda a sua curta vida precisou mostrar que as diferenças não poderia servir de motivo de conflitos, mas pretextos para mudança de vida e aproximação, este episódio é bem retratado quando ele encontrou com a Samaritana no poço. Na ideia das autoridades da época, era para aquela história acabar com a sua morte e na concepção deles a harmonia voltar a acontecer nos moldes de Herodes e Pilatos, mas com a ressurreição veio a revelação que o método deles estava precisando passar por revisão.

Enfim, o propósito de hoje foi APRENDER A VIVER COM AS DIFERENÇAS. Foi possível ver que elas não serão eliminadas nunca, mas poderão auxiliar na boa convivência, basta misturá-la com sabedoria. Uma ferramenta boa que pode contribuir é o AMOR. Assim dizia Barbosa Filho: “O amor é um sentimento sublime; supera os problemas e diferenças, resiste ao tempo e se fortalece com a distância. Difícil fugir, impossível esquecer” e para fechar de verdade trazemos Bob Marley com a sua frase: “É preciso que as diferenças não diminuam a amizade e que a amizade não diminua as diferenças”.

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (09/02/2020)

Fonte: CLIENT

comentários

Estúdio Ao Vivo