28 de dezembro de 2025 às 07:48
ANO SAI, ANO ENTRA, SOB O COMANDO DO TEMPO
Crônica de ELIAS DANIEL DE OLIVEIRA, lida e interpretada por Evaldo Carvalho no programa SHOW DE DOMINGO do dia 28 de dezembro de 2025.
Os comentários poderão ser enviados para contato@radiocomunidadefm.com

Mais uma vez, fim de ano! E
como tem passado rápido os dias! Tudo isto nos leva à reflexão dos cuidados que
precisamos ter quando a vida é o foco principal. O trem da história não espera
ninguém, percebe-se assim a necessidade de os passageiros ficarem ligeiros.
O despertador nos acorda pela
manhã e ai de nós ficar marcando bobeira na cama, o tempo simplesmente voa e
aquela cochilada pode ser fatal. Ficar também olhando para um relógio de parede,
fundamentalmente aquele em que o ponteiro segue direto, temos a impressão que o
tempo não está nem aí para nós, ele segue o seu curso e se quisermos
sobreviver, que corramos atrás. No desenrolar destes caminhos, obstáculos
acontecem aos montes tentando nos travar ou tardar a nossa viagem, neste
instante, faz-se necessária a esperteza de saber dominar a situação e não
permitir que as fraquezas vençam a vontade de seguir adiante. Em crônicas
passadas já comentamos que a nossa vida é semelhante às novelas, onde somos os protagonistas,
a cada época participamos de tramas diferentes e com colegas de cena também mudados.
As histórias vão e vem e o que ficam são as lembranças. Um fator precisa ser
levado em consideração, somos importantes, imponentes e dignos do papel. Para tudo
isto, a sabedoria é chave certa de sucesso, quem não a usa, fica a mercê das
fragilidades que nos derrubam pelo caminho.
Para enriquecer o nosso tema, cai
bem utilizar aquela canção TOCANDO EM FRENTE de Renato Teixeira e Almir Sater: "Ando
devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais. Hoje
me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe, eu só levo a certeza de que muito
pouco sei ou nada sei. Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das
maçãs. É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder seguir, é
preciso a chuva para florir. Sinto que seguir a vida, seja simplesmente,
conhecer a marcha e ir tocando em frente como um velho boiadeiro levando a
boiada, eu vou tocando os dias, pela longa estrada, eu vou, estrada eu sou.
(...) Cada um de nós compõe a sua própria história e cada ser em si carrega o
dom de ser capaz, de ser feliz". Precisamos sempre olhar pra frente e
calcular os passos para não pecar com aquela outra canção do Zeca Pagodinho: "Deixa
a vida me levar, vida leva eu", mesmo que na letra ainda se possa encontrar:
"Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu". Deixar tudo nas mãos de
Deus e procrastinar, não seria o caminho mais adequado. Já trabalhamos também
com o tema das capacidades da mente, onde descobrimos a partir da teoria
freudiana que temos um potencial mental fenomenal, o que nos ajuda a evoluir e
sobreviver em um mundo tão hostil que nos puxa para trás quase sempre. Já que
estamos utilizando músicas, atentemo-nos à esta citação da canção TREM BALA,
composição de Ana Vilela: "Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que
venceu, é sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu, é sobre ser
abrigo e também ter morada em outros corações e assim ter amigos contigo em
todas as situações". Notaram que viver pode ser complicado, mas conviver ajuda
muito, os palestrantes Luciano de Crescenzo e Cortela, popularizaram aquela
célebre frase: "Somos como anjos de uma asa só, precisamos dos outros para
voar". Agindo assim, o tempo pode até passar, mas nós conseguiremos
aproveitar cada instante.
Ao utilizar canções, não
poderíamos poupar o EPITÁFIO, dosTitãs. Para início de conversa, ela faz alusão
aos dizeres que ficam na plaquinha em cima do túmulo, ou seja, a identificação
de alguém que já tenha morrido e não sobreviveu às artimanhas do tempo,
acompanhe a letra: "Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol
nascer. Devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria
fazer. Queria ter aceitado as pessoas como elas são. Cada um sabe a alegria e a
dor que traz no coração. O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído.
Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr. Devia ter
me importado menos, com problemas pequenos, ter morrido de amor. Queria ter
aceitado a vida como ela é. A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier".
Isto indica que tudo depende de nós, precisamos nos atentar que não sabemos
quando será o nosso fim, de forma que cada atenção muito contribui para o
sucesso pessoal. Já dizia Renato Russo: "É preciso amar as pessoas como se
não houvesse o amanhã" e aqui acrescentamos: É preciso também nos amar como
se não houvesse amanhã.
Já que o TEMPO é o carro chefe
na condução do nosso tema, lembremos dos dizeres de Santo Agostinho, grande
estudioso do assunto: "O passado só existe na memória, o futuro na
expectativa, e o presente é um instante fugaz que se torna passado, sendo o
tempo uma "distensão" (extensão) da alma, uma dimensão da consciência
humana, enquanto Deus é a eternidade (um "presente" imutável e
simultâneo), sendo o tempo uma criação divina, uma imagem da eternidade".
Trocando por miúdos, o filósofo dizia que o tempo é tão curto, mas tão curto
que tem a ousadia de medir apenas um segundo, dá a impressão que ele parece nem
sequer existir, vamos a um exemplo: se você bater uma palma e dizer bem alto:
AGORA É PRESENTE, acabou de jogar no passado a sua fala. O que isto teria de
significância? Bom... precisamos administrar o tempo com muita eficácia, cada
segundo perdido pode provocar consequências terríveis.
Na questão do SAI ANO E ENTRA
ANO, sentimos um peso muito grande ao lembrar de tudo o que aconteceu, nesta
retrospectiva é muito comum vir à mente os insucessos em detrimento do que
houve de bom, é aquela sensação de que eu poderia ter feito melhor! Neste
quesito e com o ano novo chegando, a mente volta a atenção do que poderá ser
feito para se redimir e progredir, este assunto serve para tudo, como trabalho,
relacionamento, físico, religião, decisões, projetos e por aí vai. O problema é
aquela sensação de impotência diante da necessidade de não titubear.
Chegamos a mais um final! Hoje
utilizando várias letras de música para focar o assunto, muitas outras poderiam
ter sido lembradas, mas o espaço é curto. Talvez, para fechar, recordemos
aquele velho clássico: "Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize
no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso e saúde para dar e vender".
Bom, se pelo menos pudermos contar com as bênçãos de Deus e é claro que isto vai
acontecer, teremos um 2026 maravilhoso!
Fonte: CLIENT