05 de janeiro de 2021 às 17:27

A COMEMORAÇÃO DOS SANTOS REIS

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (10/01/2010)

Crédito:editora santuario

No dia 06 se comemora os SANTOS REIS. Com a nossa crônica de hoje vamos entender um pouquinho desta festa e qual a importância dos reis magos que visitaram Jesus logo após o seu nascimento.

Eram magos, isto é, astrólogos e não feiticeiros. Naquele tempo a palavra “mago” tinha esse sentido, confundindo-se também com os termos sábio e filósofo. Eles prescrutavam o firmamento e sentiram-se chocados com a presença de um novo astro e, cada um deles, deixando suas terras depois de consultar seus pergaminhos e papiros cheios de palavras mágicas e fórmulas secretas, teve a revelação de que havia nascido o novo Rei de Judá e, que ele, como soberano, deveria, também, prestar seu preito ao menino que seria o monarca de todos os povos, embora o seu Reino não fosse deste mundo.

A história bíblica conta que eles seguiram aquela estrela que dava exatamente na região do Rei Herodes, de forma que resolveram indagar àquele monarca sobre um rei que acabara de nascer.

Herodes ignorava tal conhecimento e resolveu ser astuto. Disse aos magos que não sabia e que quando achassem, pudessem voltar por aquele mesmo caminho para avisá-lo e desta forma também poder ir visitá-lo. A bem da verdade ele tinha muito ódio no coração e desejava era matar o novo rei que acabara de nascer.

Ao encontrarem Jesus juntamente com Maria e José, deram-lhe presentes: Ouro, incenso e mirra. Talvez um seja um pouco confuso para nós entender porque dar tais presentes a uma criança que acabara de nascer. Mas por trás destes presentes tinha todo um simbolismo, mais ou menos parecido como uma lembrança especial de rei para outro rei.

É bonito acompanhar tal episódio. Na nossa crônica de Natal comentamos sobre o sofrimento de Maria e José com a responsabilidade de trazer ao mundo o messias prometido, a decadência do lugar aonde Ele veio nascer, a companhia dos animais e de repente agora, como uma espécie de confirmação da sua condição de rei, aparece àqueles magos que seguiram uma estrela no céu e trouxeram presentes de grande valor como reconhecimento da majestade daquela criança que acabara de nascer.

Misturando religiosidade e folclore, temos hoje as FOLIAS DE REIS. É claro que muitos seguidores ou mesmo participantes destes foliões não sabem da importância da verdadeira história dos Reis Magos.

As danças e músicas trazem uma verdadeira narração dos fatos sobre o que aconteceu com aqueles reis, a sua dificuldade para encontrar Jesus e fundamentalmente o reconhecimento da superioridade do messias. É legal que o personagem do Palhaço: com seu jeito cínico e dissimulado, deve proteger o Menino Jesus, confundindo os soldados de Herodes. O seu jeito alegre e suas vestimentas coloridas são responsáveis pela distração e divertimento de quem assiste à apresentação. Representando o Mal, usa geralmente máscara confeccionada com pele de animal e vai sempre afastado um pouco da formação normal da Folia, nunca se adiantando à "bandeira". Apesar de seu simbolismo, é personagem alegre, que dança e improvisa versos, criando momentos de grande descontração.

A Folia de Reis é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Em Portugal, em meados do século XVII, tinha a principal finalidade de divertir o povo, enquanto aqui no Brasil, passou a ter um caráter mais religioso do que de diversão.

Às vezes percebe-se um pequeno desvio do sentido desta festa, onde os foliões arrecadam dinheiro e finalizam o período com uma grande bebedeira jogando por terra qualquer intenção de religiosidade. E muito bacana aquelas folias que arrecadam algum dinheiro e o repassa para algum órgão que trabalha com a caridade como o Asilo São Vicente de Paulo, Comunidade de Jesus, dentre outros.

Normalmente esta tradição é hereditária. Geralmente cantam as mesmas músicas que os seus ancestrais cantavam e talvez falte um pouco de criatividade e atualização na maneira como é apresentado o ritual.

Uma bonita lição que recebemos é o carinho que os adeptos das folias, grandes representantes dos reis magos, repassam quando aproximam do Menino Jesus. Os magos lhes trouxeram presentes raros, caros e marcantes. Hoje precisamos ver no rosto dos meninos pobres o semblante de Jesus e cabe a nós oferecer-lhes todo o nosso carinho e atenção da mesma maneira que fez estes primeiros visitantes do Rei dos Reis.


Fonte: CLIENT

comentários

Estúdio Ao Vivo