VIVA O AMOR!!!

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Crônica de Elias Daniel de Oliveira (12/06/2016)

Dia dos namorados! O amor erradia no ar! Mais do que em outros os dias, os casais apaixonados comemoram com sorrisos, amasso, beijos, presentes e muito mais! E logicamente, o quadro“Crônicas de Elias Daniel de Oliveira”deste dia doze de junho não poderia tratar outro tema. Assim, vamos então abordar e explorar este assunto que nunca se esgota e muito precisa ser instruído.

A data é pareada com o dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Não que necessariamente haja alguma ligação direta entre namorar e casar, mas subtende-se que o propósito final será de fato o enlace matrimonial. A fase é de preparação, escolhas e certezas. Um namoro carregado de amor, respeito, carinho, dedicação e preocupação recíproca é o que tem de melhor. O mundo seria outro se as pessoas amassem mais! Ao citar o respeito, um ponto aqui se faz destacar, o da não agressão. São inadmissíveis casais queultrapassam os limites da discussão e partem para a violência. Ninguém merece esta atitude, vivemos num mundo de paz, harmonia e amor e nele não há espaço para o ódio. Vladimir Maiakóvski dizia que “amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor”.Assim, prestem atenção namorados extremamente apaixonados que não incomodam com a agressividade do seu namorado ou namorada, se vocês se submetem a esta modalidade de demonstração de amor, com certeza conviverá desta forma pelo resto da vida. Não estamos te pedindo para mudar de namorado (ou namorada), mas propondo que haja mudança de comportamento. Se houver agressão e aceitação, acontecerá também a continuidade do ato. Quem ama, cuida!

Ao tocar no assunto namoro, não estamos nos referindo apenas aos casais solteiros, mas aos casados também. Estes eternos namorados precisam mais do que tudo levar a sério esta questão do amor recíproco. Amar significa cuidar do outro mais do que cuidar de si próprio. Neste departamento não há lugar para o egoísmo. Oscar Wilde dizia que “egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos”. E num relacionamento legal isto não pode acontecer. Lembram aquela música do cantor Peninha? “Quando a gente gosta é claro que a gente cuida (…)”.  Pois bem, amar é isto! É desejar o bem para a outra pessoa mais do que a si próprio. Desta forma vai acontecer o amor verdadeiro, aquele que é apreciado pelos olhos de Deus.

Amar não é fácil e isto não é novidade para ninguém. Um dos fatores que dificulta a supremacia do amor é exatamente o fato de conviver com as diferenças. Pense bem, se muitas vezes é complicado entender a si próprio, conviver com o outro é um verdadeiro desafio. Se não houver um amaciamento do coração, há uma tendência da pessoa ficar sozinha pelo resto da vida. Neste ponto que o “cuidar do outro” ganha forças. Não existe amor solitário, existe amor solidário!

Em tempos de discussão da ideologia de gênero, faz-se necessário lembrar aqueles que fizeram uma opção diferente na escolha dos seus parceiros. Como dizia o Papa Francisco na ocasião em que foi questionado sobre a questão dos homossexuais: “Se Deus não os julga, quem sou eu para julgá-los?”, também partimos pelo mesmo caminho, você tá feliz? Isto que importa! E viva o amor! O tema é polêmico, mas ele não pode ser ignorado, até mesmo porque que, não é por opção que alguns escolheram viver assim, mas por causa d’alguma curva da vida.

O tema amor é tão contagiante que a maioria das músicas toca no assunto. As pessoas precisam amar cada vez mais para que também sejam amadas. Trata-se de uma via de mão dupla. Há uma ligação tão forte entre o amor e a felicidade que a própria Bíblia abordou o assunto por diversas vezes. Um dos livros ícones é o Cântico dos Cânticos no Antigo Testamento que apresenta um romantismo lindo e perfeito. O interessante é que a cultura da época não valorizava tanto as mulheres, no entanto este livro dá dicas de como o homem deve tratar com carinho a sua amada e ela, em retribuição, fazer o mesmo. São Paulo nas cartas ao povo da cidade de Corinto exortou-lhe a máxima do amor: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Cor. 13, 1-7).

William Shakespeare dizia que o amor não se vê com os olhos, mas com o coração”.No corpo, o coração tem por missão bombear o sangue para que ele faça todo o corpo funcionar, inclusive o cérebro. Talvez seja por este motivo que ele tenha virado referência do amor. O vermelho da paixão é identificado pelo sangue que é o condutor da vida. Quem na ama é infeliz, depressivo e tem vida curta. É necessário cultivar o amor. É preciso enxergar o mundo com os olhos do coração, isto porque “o amor é a força mais sutil do mundo”, como já dizia Mahatma Gandhi.

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (12/06/2016)

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