VIRGEM APARECIDA, ABENÇOE AS CRIANÇAS E OS PROFESSORES!

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O brilhantismo de outubro é revelado por inúmeras festas e celebrações. Exatamente no meio do mês, três se destacam: Nossa Senhora Aparecida, dia das crianças e professores. O foco desta crônica será unir estes três temas e proporcionar uma reflexão voltada para a sua devida valorização.

Inicialmente uma singular atenção à Padroeira do Brasil. Como marca de um país que amargurou por cerca de trezentos anos com a exploração do trabalho escravo, a sua santa protetora é da cor negra. A história é do conhecimento de todos, trata-se da imagem da Imaculada Conceição que foi encontrada em um rio no interior paulista e que escureceu por causa do desgaste e o fato de ter ficado muito tempo no interior daquelas águas. Provavelmente foi uma imagem jogada fora por algum fazendeiro ignorante ou mesmo devido a devoção dos escravos e que se tornou o principal ícone religioso do Brasil. Hoje Nossa Senhora Aparecida é venerada por todos os brasileiros que vêem nela uma verdadeira mãe capaz de cuidar de todos os seus filhos, fundamentalmente aqueles mais necessitados. O seu santuário no interior de São Paulo recebe diariamente romeiros de toda a parte da nação que vão à procura de milagres, bênçãos ou mesmo em pagando promessa por graça recebida. Logicamente que inúmeras críticas dos irmãos de outras designações religiosas acontecem, mas os seus filhos sãos pacíficos e ignoram as reações adversas. Eles simplesmente aclamam a Mãe de Deus como rainha do céu e da terra. Ela, em gratidão por tanto amor, abundam de bênçãos a todos que a ela recorre, principalmente às crianças que dividem a data da festa.

E por falar nelas, outro tema de muita discussão. Comemorar o dia das crianças não deveria significar apenas dar presentes, mas reservar importância para a causa. Formar e educar bem estes pequenos significa garantir um futuro perfeito para a humanidade. E olha que não está fácil não, a boa educação carregada de princípios morais e éticos está pareada com um monte de atrativos da modernidade que não ajuda em nada a formação da criança, muito pelo contrário, atrapalha. Convencê-las a apreciar um bom livro, assistir a programações sadias, praticar uma religião e abandonar os jogos violentos parece ser desafio difícil de alcançar. Pelo menos méritos sejam reservados àquelas que pelo menos apreciam esporte e valorizam a prática. Dar presentes aos pequenos em troca de favores e promessas é algo meio corruptível. Um bom caminho seria mostrar a eles que aquele agrado não tem a intenção de comprá-los, mas valorizá-los por serem bons, respeitadores e gratos. Uma observação bem importante que também precisa ser levada em consideração é quanto aos exemplos. Os filhos têm muito o hábito de acompanhar os seus pais e se eles somente exigirem sem mostrar por gesto o caminho, com certeza haverá uma dificuldade em se chegar ao sucesso. Ao citar as crianças, não se podem esquecer os adolescentes que não apreciam esta designação infantil, mas também ainda não tem maturidade suficiente para serem chamadas de jovem ou adulto. Assim convém colocá-los nesta lista dos homenageados do dia doze e chamar deles a atenção quanto a esta fase de transição. A puberdade proporciona uma alteração nos hormônios e esta galerinha fica agitada pensando que são donos de si a tal ponto de desrespeitarem os pais e os professores. O fato de esta fase deixar todo mundo de alerta fez com que se criasse o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para tentar influenciar alguma coisa, o problema é que muitos artigos do referido documento teve um efeito contrário e acabou oferecendo mais subsídios para reforçar a sua liberdade e independência.

Neste ponto o terceiro tema entra em evidência, a comemoração dos professores. É nítido o que estão passando os professores neste país, fundamentalmente os da rede pública. Ao fazer um paralelo do seu trabalho no passado quando era obrigatório o uso do uniforme, a cobrança de estudo nos dias de prova, o respeito e a dedicação com os dias de hoje onde tudo podem, vê-se uma dificuldade muito grande dos mestres em lidar com esta ideia. O sistema muito exige das escolas a formação de cidadãos capazes de transformar o futuro e em contrapartida relaxam nas exigências ao alunado. Hoje os adolescentes exploram pouco dos estudos, porque sabem que o professor vai facilitar a vida deles e com o mínimo poderão ser aprovados para a série seguinte sem maiores preocupações. Na verdade a palavra EDUCAR está no lugar errado. A boa educação vem mesmo é do berço, a escola precisa aprimorar é o ato de ENSINAR e formar pessoas que tenham capacidades de enfrentar o mundo de peito aberto apesar das dificuldades. Olhando o lado pessoal do homenageado do dia quinze, o professor está sofrendo com a desvalorização da classe. Todas as profissões passam por suas mãos e, no entanto, a nobreza do seu trabalho é reconhecida por poucos. Bom seria que a sua carga horária fosse mais modesta para que ele pudesse investir mais em aperfeiçoamentos, pudesse ter um salário digno para o reconhecimento do seu esforço, adicionais para aquisição de livros e assinaturas de jornais e revistas, enfim, se o professor fosse visto como um pilar para tornar a sociedade mais sábia, o mundo seria diferente.

Para finalizar a crônica com foco nos três temas citados, convém pedir a Nossa Senhora Aparecida, rainha e padroeira do Brasil que abençoe as crianças para serem brilhantes no presente e no futuro em prol de uma nação melhor, assim também os professores para que nunca percam a esperança e continuem dedicados na sua função de expectativa de dias melhores. 

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (11/10/2015)

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