Setembro começa com incentivo ao consumo de peixe em todo o país

Em Minas, a Emater-MG dá assistência a várias projetos de piscicultura

BELO HORIZONTE (01/09/2016) – Se você é fã de pratos à base de pescados, pode se preparar. A partir desta quinta-feira (1º) começa em todo o país a XIII Semana do Peixe. Organizada pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o evento conta com o apoio de várias instituições, entre elas a Emater-MG. O objetivo da Semana do Peixe, que vai até o dia 15 de setembro, é fomentar o consumo de pescado no Brasil e divulgar os benefícios deste alimento.

Sem títuloAs ações da Semana do Peixe envolvem todos os elos da cadeia produtiva, incluindo supermercados, bares, restaurantes, feiras livres. De acordo com os organizadores, durante o período de promoção do pescado, o consumo tende a crescer cerca de 30%. Já os preços para o consumidor final caem de 20% a 30%.

Segundo o Ministério da Agricultura, vários tipos de pescado são fontes de ômega 3, que é encontrado principalmente em peixes como atum, sardinha, arenque, anchova, tainha, bacalhau e truta. O ômega 3 auxilia na manutenção de níveis adequados de triglicerídeos, desde que associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Tanto os peixes de rio como de mar fazem bem à saúde. Para ter esses benefícios é preciso consumir de 1 a 2 gramas de ômega 3 por dia. O aumento do consumo de peixe é um ótimo caminho para se alcançar uma alimentação saudável. O teor de gordura nos peixes é baixo, fazendo deles uma ótima opção de proteína. O Ministério da Saúde recomenda o consumo de, pelo menos, duas porções de peixe por semana.

Para esta edição da Semana do Peixe, o Ministério da Agricultura preparou um livro on line de receitas. São diversos tipos de preparo que irão agradar aos mais diferentes paladares. Além das receitas, o material também traz várias dicas sobre como escolher um pescado e os cuidados na hora de congelar e preparar os peixes. Para conhecer o livro, bastar acessar http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/semanadopeixe-livroreceitas.pdf

Trabalho da Emater-MG

A Emater-MG desenvolve uma série de trabalhos com piscicultores do Estado. As ações da empresa consistem em auxiliar na organização da cadeia produtiva, no manejo sustentável da atividade econômica e dos campos da produção. A empresa também presta assistência no acesso ao crédito e às demais políticas públicas e parcerias privadas que garantam o crescimento e desenvolvimento da atividade em nosso Estado.

Nos municípios de Leme do Prado e José Gonçalves de Minas, no Vale do Jequitinhonha, existem quatro associações de produtores que investem na criação de tilápias no lago de Irapé. Os primeiros piscicultores começaram a atividade em 2012, com a assistência da Emater-MG.

Atualmente, existem 33 associados, com mais de 130 tanques no lago. “Recentemente fizemos um encontro com os piscicultores para avaliar os entraves e os potenciais da atividade. Percebemos que é preciso melhorar a gestão, o controle de gastos. Também vamos investir nos processos de regularização da atividade junto a alguns órgãos. Desta forma, eles poderão ampliar o mercado e, no futuro, até investir numa agroindústria”, explica o coordenador técnico da Emater-MG, Ismael Mansur.

Os produtores de Leme do Prado e José Gonçalves de Minas produzem em média 400 quilos de peixe por tanque. Eles vendem a tilápia que produzem na região, num raio de até 140 quilômetros. A atividade se transformou em mais uma fonte de renda para as famílias. Adão Martuchel é agricultor familiar. Na propriedade dele se produz mandioca, abacaxi, maracujá, feijão e milho. A piscicultura veio como mais uma opção de diversificação. Segundo ele, isso é fundamental para o pequeno produtor. “Se você perder ou tiver algum problema com alguma cultura, você tem outra para substituí-la”, diz Martuchel.

Já na área do lago Três Marias, na região Central de Minas, a Emater–MG trabalha com os piscicultores dos municípios de Felixlândia, Abaeté, Paineiras, Três Marias, Morada Nova de Minas, São Gonçalo do Abaeté e Biquinhas. São aproximadamente 150 produtores que receberam orientação dos técnicos da empresa.

“O apoio vai desde os trabalhos de legalização da atividade até assistência técnica e orientação na parte de produção. Atendemos produtores individualizados, grupos familiares e associações. A atividade é responsável por aproximadamente 260 empregos diretos e quase 1.250 indiretos”, destaca o técnico da Emater-MG Carlos Augusto de Carvalho.

Ele explica que a produtividade na região cresceu mais 20% no último ano. “Aumentou o uso da tecnologia e o manejo passou a ser mais cuidadoso”, diz Carlos Augusto. Segundo ele, a produção de tilápia passou de 80 toneladas para 110 toneladas no período. O peixe produzido no lago é vendido na região e também tem compradores de Belo Horizonte e Brasília.

O maior polo de piscicultura de Minas está no lado de Furnas, no Sudoeste do Estado. No local existem cerca de 350 produtores, com 3 mil tanques, investindo na atividade. Muitos deles recebem assistência da Emater. “Trabalhamos, por exemplo, com duas associações fortes na região, dos municípios de Alfenas e Capitólio, mas também com outros produtores do lago”, explica o gerente regional da Emater-MG, Frederico Ozanam. Ele conta que a maior parte investe na tilápia, mas alguns piscicultores também estão criando surubim.

A produção aqui vai para São Paulo, Belo Horizonte e ainda para vários locais de ‘pesque e pague’, que compram os peixes vivos”, comenta o gerente da Emater. A produção no lago de Furnas chega a 3,6 mil toneladas de peixe por ano.

Números da atividade

Segundo levantamento do IBGE, o valor total no país movimentado pela produção aquícola (em cativeiro), no ano de 2014, foi de R$ 3,87 bilhões. A criação de peixes é a mais representativa, com 70,2% do valor total da produção. Em segundo lugar, ficou a produção de camarões, com 20,5% do valor total da produção.

Em termos quantitativos, e levando em consideração apenas a piscicultura, a produção brasileira foi de 474,3 mil toneladas. Minas Gerais aparece em décimo lugar no ranking nacional da piscicultura. O Estado movimenta R$ 98,5 milhões com a atividade. A espécie mais produzida em Minas e no Brasil é a tilápia.

Assessoria de Comunicação – Emater-MG

Jornalista responsável: Marcelo Varella

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