SENTINDO AS DORES DA CRISE

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Crônica de Elias Daniel de Oliveira (04/10/2015)

Talvez seguindo a moda do mundo, o Brasil está vivendo no momento uma crise financeira. Várias são as causas para um acontecimento como este, como a valorização da moeda americana, rivalidades políticas e fundamentalmente, incompetência na administração. Mesmo contrariando os adeptos do atual governo e os otimistas que acreditam que o caos é passageiro, ninguém pode negar que está acontecendo de fato um mau governo que não parece medir as consequências.

Como resultado de tamanha incompetência, o dólar tem disparado sob índices jamais vistos. Neste instante, tudo parece uma bola de neve, onde fica difícil separar o que é causa e o que é consequência. Um bom exemplo é a última alteração da gasolina e do diesel. A alegação da empresa é que com o aumento da moeda americana que controla toda movimentação financeira sob os combustíveis, viram a necessidade de repassar para o consumidor os seus prováveis prejuízos, por sua vez a inflação fica alterada com esta inquietude na economia o que acarreta uma desvalorização do real e por sua vez um uma elevação do dólar.

O povão não consegue entender tudo o que está acontecendo, somente sofre quando vão ao supermercado e vê o seu dinheiro valendo cada vez menos. O que intriga ainda mais é que estão colocando para pagar a conta o pobre trabalhador que carrega a nação nas costas. Convém aguardar a iniciativa da presidência que está prevendo a diminuição de alguns ministérios e a redução de salários da elite administrativa, mas faz necessário diminuir também as mordomias.

Onde está o respeito a este povo sofredor? Não é possível que, quando previram que esta catástrofe pudesse acontecer, não tomaram medidas preventivas para pelo menos amenizar o sofrimento? Será que os governantes estão dormindo com a consciência tranquila diante de tantos brasileiros desempregados? De empresas falindo e colocando muita gente em dificuldade? De hospitais faltando medicamentos e até verbas para manutenção? De prefeituras que estão passando por apuros?

É do conhecimento de todos também que as tentativas de solução barram nas questões políticas. Muitos deputados da oposição têm feito de tudo para dificultar a atuação do governo federal e na conclusão de tudo isto, um Brasil doente e capengando enquanto os cidadãos ficam prejudicados.

Será que de fato o povo não sabe votar? Pode até ser que esta expressão seja verdadeira. Mas, existem boas opções? Na verdade há uma deficiência de candidatos que possuem novas propostas e que fujam deste velho hábito de disputa que parece agradar somente a eles próprios. No fundo, o primeiro caminho seria, como já foi dito, a redução dos salários e a diminuição das mordomias para que assim o povo possa confiar mais neles.

É um absurdo como gastam dinheiro em projetos inúteis enquanto superlotam salas de aulas, pagam mal os professores, mandam aprovar alunos que não estão aptos, regulam a merenda escolar e ainda adotam um lema direcionado à educação.

Há um desrespeito tão grande com o consumidor que paga caro pelo combustível que teve seu valor alterado em função dos problemas econômicos atuais e não consegue ver a diminuição do valor depois que passa a tempestade. Esta cena já foi assistida com o aumento das tarifas de energia elétrica dentre outras.

Outro fator também inaceitável é ver pessoas se beneficiando com a crise. Estes grupos ignoram os inúmeros problemas sociais. São empresários que vendem pelo preço do dólar ou aproveitam para aumentar o valor do seu produto mesmo sem necessidade, mas pegando carona na situação.

Recentemente a imprensa divulgou uma alteração no valor de um determinado medicamento que subiu 5.000%. Ele custava em torno de R$ 54,00 e passou a custar mais de dois mil reais. A alegação do laboratório americano foi que o valor antigo estava defasado e dava margem para aumento. Dizia também que nos EUA não há nenhuma interferência nesta prática e que tinham gastos também com marketing, divulgação e atravessadores. O absurdo ainda se concentra no fato de que a empresa gasta apenas pouco mais de um dólar para a produção do remédio, mas eles acreditavam que poderiam cobrar o alto valor por causa do mercado que continuou comprando mesmo após a alteração. Dizem que se tratava da lei da oferta e da procura. Francamente o que está acontecendo é um desrespeito ao cidadão que foi obrigado a pagar caro pelo produto não porque tinha dinheiro sobrando, mas porque precisava daquele medicamento.

Certa vez alguém disse o seguinte: “O melhor que se pode fazer no momento é devolver o Brasil para os índios e pedir desculpas pra eles”. Parece que o melhor que poderia acontecer seria apagar tudo com uma borracha e começar tudo de novo evitando que os velhos erros pudessem voltar a acontecer.

Enfim, além de revelar a indignação, o que o povo pode fazer é utilizar a sua principal arma, o voto. No mais, pedir a Deus que abençoe e tome conta dos governantes impedindo-os de agirem de maneira errada e que coloquem como prioridade a causa popular. Feliz a Nação cujo Deus é o Senhor!!!

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (04/10/2015)

 

 

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