OS OCUPANTES DA TERRA SANTA

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Crônica de Elias Daniel de Oliveira (27/03/2016)

A Terra Santa, local onde nasceu, viveu, morreu e ressuscitou Jesus é hoje berço do islamismo e um lugar carregado de terror. Por lá ainda preservam a história do cristianismo, mas a religião de maior notoriedade é o muçulmanismo. Trata-se da região da Turquia, Cisjordânia, Palestina, Israel, dentre outras e o rigor ideológico é incompreendido pelas outras culturas. Incompreensível também este lugar considerado santo por ter abrigado Jesus, o Filho de Deus e todo o seu contexto, ter se tornado o marco dos conflitos no Oriente Médio.

Jesus nasceu na região da Palestina, na Cisjordânia, distante 10 km da capital Jerusalém. Os agentes de viagem garantem que passear por Israel é mais seguro do que andar pelo Brasil. Por conta dos noticiários tem-se a impressão que vão estourar bombas por todos os lados e isso está muito longe da realidade. De acordo com os agentes, Israel é o país mais seguro do mundo e isso por necessidade mesmo. Além das relações quase sempre instáveis com os países árabes, as constantes possibilidades de ataques terroristas forçam Israel a ter uma segurança nacional diferenciada. Lá o turista pode literalmente sair com seu computador e smartphone pelas ruas que não terá com o que se preocupar. Quando os brasileiros chegam a Terra Santa, uma das primeiras orientações que os guias passam é sobre o procedimento de chegada aos hotéis. As famílias são orientadas a deixarem suas malas na calçada, entrar no hotel, dirigir-se ao lobby, retirar a chave do quarto e os adesivos de identificação das embalagens, voltar e colar o adesivo nelas e subir para o quarto. As malas ficam na calçada mesmo onde são cuidadas pelos maleteiros.

As regiões que estão no roteiro padrão ficam distantes da faixa de Gaza, em 99% das peregrinações onde não vê nada do conflito, mas isso não significa que não veja armas. É preciso lembrar que a população israelense é preparada desde muito jovem a servir o país militarmente, isso para que possam agir em qualquer circunstância contra qualquer ameaça a paz de seu país. Nesta região é possível encontrar inúmeros guias que chegam a contar toda a história de Jesus sem com isto possuir qualquer tipo de crença no cristianismo. São apenas profissionais turísticos como muitos outros que demonstram até certo sentimento ao mostrar os lugares por onde Jesus passou, proporcionando os seus milagres, conversões e enfrentando a via crucis.

A cultura deste povo é justificada pela adoção do Islamismo que surgiu no século VI na Arábia, região do Oriente Médio que era habitada na época por cerca de cinco milhões de pessoas. Eram grupos tanto sedentários como nômades, organizados em tribos e clãs. A população era na maioria politeísta, ou seja, acreditavam em muitos deuses, mas existiam algumas tribos judaicas e algumas de tradição cristã. Nesse contexto surgiu o criador do islamismo, o profeta Maomé, chamado de Muhammad pelos muçulmanos. Órfão desde cedo, ele se tornou um condutor de caravanas, o que lhe possibilitou o contato com noções básicas da religião cristã. Quando adulto, o futuro profeta passou a se dedicar a retiros espirituais e, segundo os seguidores do Islã, começou a ter visões divinas com mensagens que deveria divulgar. As primeiras pregações públicas de Maomé em Meca (sua cidade natal) tiveram pouco sucesso e geraram atritos locais.

Voltando a historia de Jesus e revivendo todo o seu sofrimento no instante da paixão que é celebrado na Sexta-feira Santa, é possível entender o motivo pelo qual aquele povo foi tão intransigente com ele. De fato ali seria o lugar certinho para Maomé fundar o Islamismo. Êta povinho difícil! Certa vez o bom mestre entrou em um templo e ficou estarrecido ao ver um local de oração não sendo utilizado para tal, mas se tornando um verdadeiro camelódromo, onde, além do comércio, aconteciam também falcatruas e exploração sobre quase todos os produtos. Sem titubear, entrou e derrubou quase todas aquelas barracas chamando atenção dos vendedores. A Palestina, Israel e toda aquela região sempre foram palco de inúmeros conflitos conforme já mostraram as Sagradas Escrituras. Muitos profetas foram cruelmente assassinados por motivos fúteis e com Jesus não seria diferente. Havia ali uma indecisão quanto a crenças e tinham o hábito de acreditar em qualquer um que pregasse pra eles. Até que ouviam Jesus nas suas pregações, mas tinham grandes interesses, a bem da verdade, eram nos milagres e curas proporcionadas pelo profeta. Quando Paulo, certa vez foi tentar converter os gregos ao cristianismo, deparou-se com um povo que acreditava em tantos deuses que reservava uma estátua para um deus desconhecido. Quando ele foi falar de Jesus, eles quiseram então assimilá-lo àquela estatueta para somar aos seus inúmeros deuses. Naquela região Paulo não teve sucesso e partiu pra outro lugar onde pudesse alcançar os seus objetivos.

O curioso é que o cristianismo não teve muito sucesso no seu berço, no Oriente, mas aqui no Ocidente houve uma aceitação bem legal, este fato se deu depois que os jesuítas, participando das grandes navegações, evangelizaram os índios e logicamente os primeiros brasileiros. Assim, a Europa e a América Latina cultuam o Deus verdadeiro e infelizmente assiste as perseguições aos cristãos nos locais onde deveria ser forte o ensinamento de Jesus.

Bom, os muçulmanos inteligentes acreditam que Maomé foi um grande profeta, assim como teria sido Jesus. A partir desta concepção, há de se perguntar o porquê não propagam então a paz, como seria comum a todos aqueles que almejam a salvação? Enfim, só uma coisa nos resta pedir: “Que Deus Pai do céu tenha misericórdia deste povo!”.

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (27/03/2016)

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