MÚSICA QUE CONTAGIA!

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Crônica de Elias Daniel de Oliveira (27/09/2015)

O mês de outubro começa com o DIA DA MÚSICA. Este fenômeno eclético contagia a todos e agrada todos os gostos. Seria ousadia classificar a música como culta ou subculta, isto porque o que conta é o ouvido de quem ouve e a sua apreciação. Deste os primórdios já se ouviam canções e já era comum o repasse de mensagens pelas obras artísticas. Também os criadores, como que inspirados por anjos, sabiam exatamente o que queria ouvir o seu público. A música será hoje a inspiradora desta crônica.

Dia Internacional da Música é comemorado anualmente no dia primeiro de outubro. Esta data tem o objetivo de homenagear uma das formas de arte mais apreciadas pelas pessoas. Ela exerce uma profunda influência nos seres humanos, sendo capaz de emocionar, alegrar, surpreender, aterrorizar e etc. Consegue despertar todos os sentimentos, até os mais profundos. Entrar neste ramo depende bastante de sorte. É uma verdadeira caixinha de surpresa, ninguém pode garantir que a sua obra alcançará sucesso, por mais famoso que seja o cantor.

Desde as cantigas de ninar ao rock pauleira, tudo é música. Existem as que conseguem repassar uma mensagem e interferir no coração o ouvinte, em contrapartida, algumas não expressam nada e somente induz os seus apreciadores a um frenetismo generalizado. Há quem goste de dançar e há quem prefira fechar os olhos e sentir a canção no fundo do coração. Os antigos festivais revelavam grandes cantores com temas que agradavam o público. No período militar havia uma perseguição aos compositores que expressavam os seus pensamentos de repúdio à governabilidade dos generais. Por outro lado, estes militares mostravam para o público maior que quem mandava no país não eram os artistas, mas o poder central.

As músicas de MPB ou mesmo o sertanejo, fundamentalmente a raiz, tentam contar histórias de um povo, ou mesmo de uma ou mais pessoas que vivenciaram uma situação inusitada. É legal que o ouvinte se emociona a ponto de imaginar que aquela canção tenha sido feito pra ele. É exatamente neste momento que é possível dizer que a música contagia.

A principal ferramenta de uma emissora de rádio é a utilização das músicas. Por intermédio destas ondas, todo mundo se privilegia independependente dos seus gostos. Aqui toca sertanejo de todas as modalidades, rock, romance, saudosismo, infantil, religioso, gospel, pagode, internacional, e por ai vai. O compromisso com o ouvinte é algo sagrado que mobiliza todos os locutores.

Em se tratando de música religiosa, Santo Agostinho dizia que “QUEM CANTA, REZA DUAS VEZES!”. Poetas dizem que uma bela música equivale a mil palavras. Samuel Howe dizia que, “quando se houve uma boa música, fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá”. Por sua vez Walter Haddon, diz que “a música é o remédio da alma triste”. Uma bela música fica imortal tal como o seu intérprete. Ela entra pra história e vira uma cultura eterna capaz de influenciar corações por todas as épocas.

Inúmeras canções dizem exatamente aquilo que as pessoas querem ouvir, seria impossível citar ou trabalhar particularidades, mas uma, em especial, será utilizada de exemplo para tentar mostrar que a música tem o dom de modificar os pensamentos das pessoas. Veja o que diz Oswaldo Montenegro na obra “A LISTA”: Faça uma lista de grandes amigos, quem você mais via há dez anos atrás… Quantos você ainda vê todo dia ? Quantos você já não encontra mais? Faça uma lista dos sonhos que tinha… Quantos você desistiu de sonhar? Quantos amores jurados pra sempre… Quantos você conseguiu preservar? Onde você ainda se reconhece, na foto passada ou no espelho de agora? Hoje é do jeito que achou que seria? Quantos amigos você jogou fora… Quantos mistérios que você sondava, quantos você conseguiu entender? Quantos defeitos sanados com o tempo, era o melhor que havia em você? Quantas mentiras você condenava, quantas você teve que cometer ? Quantas canções que você não cantava, hoje assobia pra sobreviver … Quantos segredos que você guardava, hoje são bobos ninguém quer saber … Quantas pessoas que você amava, hoje acredita que amam você?”.

Este poema em forma de música consegue substituir mil palavras. Provavelmente o cantor escreveu num momento de depressão, saudades ou mesmo angústia, no entanto conseguiu imaginar o que milhões de pessoas estariam passando ou pensando, exatamente como ele. Afinal, quem não tem saudades? Quem nunca viveu uma grande paixão? Uma bela música consegue ajudar essas pessoas a amenizar as suas dores.

A música é uma linguagem tão universal que até mesmo os passarinhos cantam. A natureza emite seus ruídos em forma de melodia. Os lobos uivam para a lua como se estivessem apaixonados. O barulho da água apascenta a alma. O som do vento e da chuva parece dizer alguma coisa. Enfim tudo respira música.

Para encerrar, melhor utilizar Gonzaguinha, quando cantava: “Eu fico com a pureza da resposta das crianças, é bonita, é bonita e é bonita! Viver, e não ter a vergonha de ser feliz! Cantar e cantar e cantar e a vergonha de ser um eterno aprendiz. Eu sei, eu sei, que a vida seria bem melhor e será, mas isto não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita!”

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (27/09/2015)

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