Infarto, o vilão da vez.

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O infarto tem sido um dos grandes responsáveis pela maioria das mortes do mundo moderno. Ele age silenciosamente levando a sua vítima a sentir uma única dor muito forte no coração e em seguida o desligamento total. Os principais candidatos a este mal são aqueles que fumam exageradamente, comem vorazmente alimentos muito gordurosos, possuem uma vida sedentária, são diabéticos e não faz controle da sua pressão arterial. Não existe uma idade específica, embora haja uma probabilidade de acontecer mais entre os adultos, fundamentalmente os homens. Deixando claro que isto não é regra básica, crianças e mulheres também estão propensas a enfartarem caso infrinjam aquilo que é recomendado pelos médicos, em se tratando de saúde.

Um dos grandes vilões do infarto é, sem sombra de dúvidas, o consumo do cigarro. Este vício é tão preocupante que já há algum tempo ele tem sido alvo de inúmeras discussões e aquele velho discurso de ser chique fumar mudou-se radicalmente para ser brega. A justificativa é lógica, ele incomoda quem não fuma e causa inúmeros danos a saúde do fumante ativo e passivo. É possível encontrar no cigarro cerca de 40 substâncias cancerígenas. A nicotina é responsável pelo aumento do ritmo cardíaco, infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral, angina, elevação da fração ruim do colesterol(LDL), menopausa precoce, gastrite, úlcera gástrica, enfisema pulmonar, bronquite crônica entre outras doenças. Dentre tantos componentes químicos presentes, uma singular importância ao Xileno que é um produto inflamável e cancerígeno encontrado em tintas de caneta; Ao Butano, gás tóxico, inflamável, podendo ser mortal, utilizado no isqueiro e também como gás de cozinha; Às Acetonas, produto entorpecente e inflamável, sendo mais conhecido entre as mulheres como removedor de esmaltes; Ao Tolueno, gás tóxico encontrado no escapamento de carros; À Amônia, um produto químico geralmente utilizado na limpeza doméstica. Essa substância é corrosiva para o nariz e olhos; ao Monóxido de carbono, o mesmo gás que sai dos escapamentos de automóveis; À Naftalina, usado como veneno para matar barata, dentre outros.

Outro gesto perigoso também é o consumo exagerado de comidas gordurosas. As gorduras devem ser evitadas por causa do colesterol. Estes consumos em excesso, são depositados progressivamente nas artérias, causando ao longo do tempo, a aterosclerose, que é a causa do infarto do miocárdio. Não é necessário parar de comer coisas gordurosas, mas deve-se limitar seu consumo. O que não pode ser deixado de lado é a atenção redobrada quanto á pressão arterial. A hipertensão sobrecarrega as artérias provocando um alto risco de aterosclerose e, portanto, do infarto do miocárdio. Ao medir a pressão arterial, são realizadas duas medições, a baixa que deve girar em torno de 8 ou 9 e a alta ente 12 e 14. Note que uma medida no dia não significa muito, devido ao fato da pressão variar ao longo do dia. Se a pressão arterial ultrapassar os limites em várias ocasiões, falamos de hipertensão.

O infarto acontece quando veias do coração são obstruídas com camadas de gordura. O fechamento do vaso ocorre devido a uma ruptura na parede da placa de gordura, levando à formação de um coágulo que obstrui abruptamente a artéria e ocasiona o infarto agudo do miocárdio. É possível que alguém que não sinta nada em caminhadas ou até em corridas possa sofrer um infarto agudo? A resposta é sim! Cerca de 50% a 60% dos infartos ocorrem em pessoas previamente pouco suspeitas. Por conta disso, o check-up é tão importante. É bom salientar que o usuário de drogas, principalmente o de cocaína está sujeito a enfrentar este entupimento da artéria por causa dos espasmos que evita a circulação do sangue. Quanto ao diabético, o seu risco é decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos, causando um aumento da concentração da glicose (principal forma de energia das células) no sangue.

Fique atento aos sintomas de alguém que subitamente começa a sentir vômitos, suor frio, fraqueza intensa, palpitações, falta de ar, sensação de ansiedade, fadiga, sonolência e tontura ou vertigem. Nem todas as pessoas que tem um infarto sofrem os mesmo sintomas ou os mesmos danos ao coração. Muitos não são graves nem dramáticos, podendo não apresentar sintomas ou sinais pouco específicos, como dor no queixo.

Se você vê alguém tendo um infarto chame a emergência, deixe a pessoa confortável, dê ácido acetilsalicílico, cheque o nível de consciência da pessoa constantemente e verifique se alguém próximo tem treinamento de atendimento básico de emergência e sabe usar um DEA (desfibrilador automático externo) e verifique se há um disponível. Este aparelho é capaz de salvar vidas durante um episódio de parada cardíaca. Até que a emergência chega, é muito importante fazer uma massagem cardíaca.

Uma vida vale um tesouro. Há quem diga que quem morre é porque já estava na hora. Mas como é que você pode ter tanta certeza que já estava na hora daquela pessoa? Todo cuidado é pouco. Além de cuidar de si próprio, instrua os outros a se cuidarem e evitar que desgraças como esta tire de cena pessoas que ainda tinha muita coisa pra viver e muitas contas a prestar com Deus.

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (23/10/2016)

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