IDENTIDADE SOCIAL

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Crônica de Elias Daniel de Oliveira(01/05/2016)

A sociedade somente funciona direito com a participação de todos. Cada pessoa precisa oferecer alguma especialidade para que ela fique completa. Aqueles que optam por não fazer nada prejudicam o bom andamento da coletividade e a sociedade lhe reserva o título de “Vagabundos” ou “exploradores”. Esta tese somente funciona aos trabalhadores que estando aptos permanecem na ociosidade. Com exceção para os aposentados, doentes, crianças e inválidos.
Bom seria se existisse uma planta que fornecesse dinheiro. Imagine se você ganhasse algumas mudinhas e as plantassem no seu quintal. Com toda certeza você não ia querer ir mais trabalhar, mas ficaria quietinho em casa cuidando da sua planta. Apimentando um pouquinho mais o exemplo, vamos acreditar que um grande número de pessoas, por que não dizer todas, também poderia plantar dinheiro. Na colheita aconteceria um  enriquecimento generalizado e, logicamente, uma desnecessidade em sair para algum ofício. A consequência seria imediata, todos teriam muito dinheiro e ninguém teria nada para vender ou comprar, assim, morreria de fome, frio, sede ou doente. Isto sem contar que não teria sequer alguém para vender o caixão e muito menos para proceder ao sepultamento, até mesmo porque o agente funerário bem como o coveiro poderia ter também um pezinho de dinheiro no seu quintal igual a todo mundo.
Isto significa dizer que o dinheiro é de uma necessidade imensa, fundamentalmente em um mundo capitalista como o nosso, mas, para o bom andamento da sociedade ele não é o mais importante. A velha frase de que “o trabalho dignifica o homem” é de uma sabedoria sem precedentes. O trabalhador se torna digno quando pode oferecer alguma coisa para o bem da coletividade. Deus proporcionou nas pessoas os mais diversos dons e aptidões para que diante de uma união aconteça a plenitude. É como um quebra cabeças com inúmeras peças, onde cada uma ao seu modo oferece uma parte para que o objetivo se concretize. Analisando por esta ótica, é possível dizer que nenhuma profissão é menos ou mais importante que a outra. É certo que algumas são mais rentáveis e exigem maior atenção e capacidade, mas todas têm a sua importância.
A sociologia trabalha um tema que contribui bem para os nossos propósitos, trata-se da “IDENTIDADE SOCIAL”. É comum as pessoas possuírem os seus números de identificação como o RG, CPF, TÍTULO DE ELEITOR, dentre outros. Por intermédio deles, o identificado está apto a ser considerado um brasileiro com todos os direitos e deveres. Uma vez pagando os impostos, o governo reverte nas necessidades de quem possui estes registros. Assim, a pessoa passa a ser identificado apenas por números. Ao ir ao banco é reconhecido pelo CPF; ao votar, pelo título de Eleitor; ao estudar, pelo número da matrícula; o pagar uma conta, pelo número do cartão de crédito ou da caderneta, e por ai vai. O tema IDENTIDIDADE SOCIAL chama a atenção para que mais que um número, a pessoa seja reconhecida por aquilo que ela é, trabalha ou pratica. Este exemplo é muito interessante! Seria como você chegar numa cidade e procurar por alguém sem muitas informações a respeito. Neste instante o melhor caminho seria perguntar a um transeunte que lhe passará as informações iniciais das características físicas e logo a seguir a profissão, ou seja, aquilo que a torna importante e útil para a sociedade. Vamos a um exemplo? Suponha que você esteja a procura deste locutor que vos fala. Você conhece o Evaldo? Qual Evaldo? Aquele magro, alto, que trabalha lá na loteria, tem um programa na rádio onde lê as crônicas! É ele o Evaldo, aquele mesmo que já trabalho de gerente no Banco do Sicoob na cidade de Ibituruna… Isto é Identidade Social. Partindo por outro caminho, imagine indagar uma pessoa que seja inútil. Aquele que vive a custa da ajuda alheia mesmo tendo condições de trabalhar e oferecer os seus préstimos para a coletividade. É bom relembrar que sai desta lista os aposentados, doentes ou inválidos.
Lembra daquela célebre historinha da Cigarra e da Formiga? Grande obra de La Fontaine: “Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou: – Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir!  – Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno. Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer.  Para a cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo. Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga. Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio. Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa. Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: – No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós. Para cigarra e paras formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas”.
Sob a proteção de São José, o padroeiro dos operários, peçamos a Deus bênçãos para todos aqueles que são dignos pelo seu trabalho, bem como ao que estão desempregados, para que consigam uma nova recolocação.

Crônica de Elias Daniel de Oliveira(01/05/2016)

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