E se Jesus viesse a Terra hoje?

Foto/Reprodução/Cristão da Universal
Foto/Reprodução/Cristão da Universal

A mais de dois mil anos na região da Galiléia, um personagem anunciado pelos profetas veio ao mundo com o objetivo de revolucionar a humanidade. Nascido em contexto crítico de uma mãe jovem e solteira, noiva de um senhor de idade, vem ao mundo Jesus Cristo. As Escrituras Sagradas relatam a visita de um anjo à Maria e a anuncia que ela havia sido escolhida para ser a mãe do salvador. De uma família humilde e muito religiosa, a moça ficou com medo, mas aceitou a sua sina. É lógico que a certeza somente veio com convicção de que o anjo diria ao seu noivo José e também ao assistir a cena da gravidez de sua prima Isabel que já era de idade e não teria condições de ter filhos.

O nascimento do garoto foi carregado de uma dificuldade ímpar. O casal precisou viajar para outra cidade por causa do senso demográfico. Naquela ocasião os recenseadores não iam às casas e sim as pessoas é que deveriam procurar a sua terra natal para o registro de cidadania. Com a cidade sem locais de hospedagem, a única saída foi se proteger em um abrigo de alimentação dos animais, onde a criança nasceu. Carregado de perseguições, o menino cresceu e se tornou um pregador e concretização daquilo que havia sido anunciado pelos profetas. Mas as autoridades tinham receio do seu poder e conseguiram uma maneira de levá-lo ao sinédrio e condená-lo como uma pessoa perigosa. No calvário, então, falece Jesus de Nazaré, depois de inúmeras torturas e desconhecimento da sua santidade. Era jovem ainda, e muito tempo foi necessário para o reconhecimento do erro. Somente no século V, com o Imperador Clóvis, a Igreja Católica conseguiu liberdade para desempenhar o seu papel de proporcionar a salvação das pessoas.

Suponhamos que ao invés daquela época, Jesus viesse ao mundo hoje. Vamos dizer que já houvesse certa religiosidade das pessoas, mas como seria a sua aceitação? Hoje não existe mais o calvário, nem a utilização da cruz como tortura, mas conseguiria o mestre pregar? Os seus milagres seriam vistos como divinos? O povo teria tempo de ouvi-lo? A sociedade lhe cederia gratuitamente as mídias e redes sociais para a sua divulgação? Será que os descrentes e brincalhões da TV não lhe fariam chacotas?  Os religiosos alienados provavelmente não o interpretariam mal? Quem de fato lhe daria credibilidade?

O Saudoso Charles Chaplin dizia que Jesus Cristo seria um dos personagens que ele deseja fazer, não com o objetivo de tratá-lo com humor, mas para mostrar que esta importante pessoa foi incompreendida e mal aceita na sociedade de sua época.

Penso que ele choraria ao ver crianças passando fome e sendo mal cuidadas pelos adultos. Revoltaria ao ver as mais diversas igrejas comercializando a fé como se fosse uma mercadoria. Ficaria com o coração partido ao assistir cenas na televisão que reforçaria o poder da NOVA ERA. Ficaria por entender o motivo pelo qual tanta gente solicita a sua ajuda e, no entanto poucos vão à igreja ou fazem as suas orações pessoais. Não gostaria de ver pessoas de certos segmentos religiosos detonando a sua mãe e menosprezando-a. Repreenderia os filhos que negligenciam os seus pais. Chamaria a atenção dos pais que não dão boa educação nem exemplos aos seus filhos. Enfim, encontraria muita coisa errada no mundo que entraria em desacordo com a Bíblia, o principal livro da doutrina cristã.

Diríamos que o Mestre veria também pessoas rezando, fazendo caridade, participando com fé dos momentos religiosos, venerando a sua mãe e levando a sério as coisas de Deus.

No quesito natureza, Jesus ficaria dividido entre aqueles que preservam e os que a destrói. Na proteção aos animais ele teria o mesmo sentimento e quanto à convivência humana certamente desejaria que fosse melhor.

E se Jesus voltasse hoje? Certamente não seria aquele rapaz de túnica e barbas longas, mas alguém muito parecido com nós. Não entraria como em Jerusalém em um jumento, mas chegaria a pé, ou em um ônibus, moto, carro ou caminhão. Seria notado por todos, embora com muita desconfiança. Olhando por esta ótica, quem sabe Jesus já veio e está ai do seu lado?  Preste atenção no mundo ao seu redor. Há quem lhe cobre determinadas situações que visam o bem comum e certamente a salvação da humanidade. Jesus pode ter vindo transfigurado em natureza, será que você tem percebido o valor dela como condição de sobrevivência humana? Pode ser aquela pessoa que bate à sua porta e lhe pede ajuda, e olha que esta possibilidade foi dita até mesmo lá na Bíblia. Quem sabe Jesus seja o seu filho ou o seu pai e mãe? Pode ser aquela pessoa da sua cidade que você não admitiria nunca tal hipótese, mas como Ele veio para revolucionar, todas as possibilidades não podem ser descartadas.

Pelo sim e pelo não, Jesus tem utilizado muitas pessoas e situações para convencer todo mundo à sua volta. Ela pode acontecer como relatada na Bíblia, mas também de maneira inesperada. A ideia é fazer com que todos procurem as coisas de Deus independente de qualquer coisa. Comece pelo seu coração. Olhe pra dentro de si e veja a presença viva do Mestre, fundamentalmente quando está em sintonia com a bondade, religiosidade, caridade e amabilidade.

A semana santa tem o propósito de proporcionar em nós reflexões sobre os momentos difíceis de Jesus. A nossa alegria se concretiza com a sua ressurreição. Tente mesclar a sua vida com a do Mestre. Ele teve inúmeros problemas, tal como você, mas mantenha a fé e da mesma maneira que ele terminou vitorioso, tenha você também a vitória.

Deixe uma resposta