APRENDENDO COM SANTO AGOSTINHO

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Todas as pessoas tementes a Deus geralmente questionam constantemente sobre o fato das dificuldades de se alcançar a santidade neste mundo que oferece uma gama de situações que dificulta este propósito. A maneira como inúmeros santos chegaram à canonização parece ser uma realidade distante da atual. É certo que estes escolhidos da Igreja não nasceram santos e nem se tornaram durante a sua vida, apenas foram pessoas que viveram segundo os desígnios de Deus, fizeram o bem e transformaram a sociedade em que viveram. O reconhecimento da santificação somente aconteceu após a sua morte depois de muitas análises. Na crônica de hoje Santo Agostinho será o inspirador, este santo que aproveitou muito a sua vida e a partir de uma conversão reviu todos os seus conceitos e apaixonou-se pelas coisas de Deus.

Aurélio Agostinho nasceu no dia 13 de novembro de 354, cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. Era filho do pagão Patrício, um pequeno proprietário de terras e Mônica que ao contrário era uma devota cristã. Ela procurou criar o filho no seguimento de Cristo, mas não foi uma tarefa fácil. Chegou até adiar o seu batismo, receando que ele o profanasse. Aos dezesseis anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar em outra cidade. Nesta oportunidade se envolveu com a heresia e também passou a conviver com uma moça que lhe deu um filho que recebeu o nome de Adeodato. Assim era Agostinho um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude, centrou-se nos estudos e se formou brilhantemente em retórica. Foi um excelente escritor dedicado à poesia e filosofia.

Certamente muitos estão se perguntando: Aonde esta crônica quer chegar? Pois bem, Agostinho era uma pessoa exatamente como qualquer um de nós! Não nasceu santo, muito pelo contrário, era boêmio, e o seu conhecimento religioso era apenas o suficiente para os seus estudos. Teve um filho num relacionamento amoroso fora do casamento e quando de fato conheceu Deus intimamente por intermédio das orações e interferência de sua mãe, apaixonou e se transformou numa pessoa extremamente diferente que agora preocupava com a sua santificação.

A sua festa é comemorada no próximo dia 28. O da sua mãe, que a Igreja também consagrou como Santa Mônica, no dia anterior, 27. É considerado um dos santos mais intelectuais da Igreja. Nos seus escritos, a revelação de que amava a Deus e sentia muito o fato de ter demorado tanto para sentir aquela mudança.

Outro que auxiliou nesta conversão foi Santo Ambrósio. Na ocasião ele era um bispo, que solicitado por Mônica, orientou Agostinho nas suas decisões. Existe uma expressão popular que diz: “Deus escreve certo por linhas tortas”. E foi exatamente nas muitas noites traiçoeiras que aconteceu a conversão de Agostinho a começar pela morte de seu filho, a quem tinha muito amor e afeto. O garoto faleceu aos dezesseis anos. Pouco tempo depois falece a sua mãe. Como remédio para curar aqueles momentos de tensão, preferiu se apoiar no colo de Nossa Senhora e entrou para a vida religiosa, se tornando um excelente padre, depois bispo.

Durante trinta e quatro anos Agostinho foi Bispo da Diocese de Hipona, onde era considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade foi definido como o mais profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo. Sua obra iluminou quase todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu livros importantíssimos, entre eles estão sua autobiografia, “Confissões”, e “Cidade de Deus”.

Depois de uma grave enfermidade ele morreu amargurado, aos setenta e seis anos de idade, em 28 de agosto de 430, pois os bárbaros haviam invadido sua cidade episcopal. No ano 725, o seu corpo foi transladado para Pavia, Itália, sendo guardado na Igreja São Pedro do Céu de Ouro, próximo do local de sua conversão. Santo Agostinho recebeu o honroso título de Doutor da Igreja e é celebrado no dia de sua morte.

A lição para o mundo de hoje enviada por Santo Agostinho depois de quase 1300 anos é que, para alcançar a santificação não basta muito, apenas apaixonar-se pelas coisas de Deus. Em seus escritos Agostinho rezava assim: “Tarde te amei, beleza infinita…”. Ele reconhecia a demora da sua conversão, no entanto sentia que agora deveria cair de braçadas e usufruir intensamente das bênçãos. Quantas pessoas que ainda continuam perdidas pelo mundo e poderiam conhecer as coisas de Deus para também apaixonarem-se? Cabe a todos os fiéis desempenhar este processo de evangelização para salvar almas, afinal de contas, era isto que Jesus muito insistia durante todo o novo testamento.

Outra lição direcionada às mães seria fazer como Santa Mônica. Peça incessantemente a proteção para a sua família. Nossa Senhora conhece as dificuldades de todas as mães por ter sido também uma. Peça a ela que ajude na conversão do seu marido e filhos.

Para encerrar, melhor apoiar em uma frase de autoria de Santo Agostinho: “Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser”. Com estes dizeres, ele mesmo conheceu o caminho da felicidade e hoje todo mundo é convidado para usufruir da mesma experiência.

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (23/08/2015)

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