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Crônica de Elias Daniel de Oliveira (10/04/2016)

Permanece no ar um clima terrível de insegurança no que concerne a saúde dos brasileiros. Ocupando o lugar de antigas doenças que sempre incomodaram as pessoas, a moda do momento é proveniente de situações simples, contudo mortal. Incrível como um parente avançado do pernilongo, bem como um vírus que antigamente era nada menos que uma reação do corpo devido à mudança do clima, hoje possam causar tantos danos. E o problema é que, quando tudo parece estar passível de solução, os noticiários vêm com mais “bomba” revelando exatamente o contrário.
E campanha é o que não falta! O fato é que, diante de tanta publicidade, os anúncios ficam maçantes e o objetivo nem sempre alcançados. Mas, a situação é de alerta. Têm pessoas morrendo em decorrência destas epidemias e não são poucas, isto sem contar as que estão doentes. E, sem querer ser pessimista, ninguém está 100% protegido, todos são vulneráveis e em condições também de se infectarem.
Em quem jogar a culpa? Como dizia Shakespeare: “Eis a questão!”. Talvez culpar a modernidade seja mais salutar. A comodidade do mundo moderno acarreta inúmeras consequências, tais como, muita química para a conservação de alimentos, deixando as pessoas menos resistentes, também muita pesquisa laboratorial que em algumas vezes criam vírus para combater outro e sem perceber criam doenças mortais e por fim, a pouca preocupação do homem com o ambiente em que vive. Além de toda culpa reservada ao cidadão comum, críticas também precisam ser feitas ao sistema e concomitantemente ao governo. Quando se chega à conclusão que se trata de uma EPIDEMIA, significa dizer que se faz necessário agir como que numa guerra. Neste instante, os parlamentares, ministérios e fundamentalmente o governo precisam colocar como extrema prioridade o combate a estes males como se o país estivesse entrando num conflito e precisando recrutar todos os seus soldados para defender a nação. As campanhas são muito válidas, mas não são suficientes. Se a vacinação de fato imune às pessoas, que ela seja aplicada em todas as pessoas, independente das situações de risco. Há quem diga que ela é cara e que o país não tem dinheiro para custear, é fácil resolver este problema, basta tirar onde tem muito, como por exemplo, nos salários dos três poderes e na redução dos gastos do governo. Boa saída também seria diminuir o número de deputados. Com toda certeza sobraria dinheiro para investir de fato na saúde do brasileiro que está enfrentando um mal coletivo.
Como guerra é guerra, todos têm que participar. Em se tratando do maldito mosquitinho, todo mundo tem que olhar não uma só vez, mas com muita frequência se os recipientes que possam armazenar água na sua casa e proporcionar a proliferação dele se estão secos. Além de cuidar da sua casa, cresça o olho na casa do vizinho e não tenha medo de chamar-lhe a atenção. Isto porque, mesmo que você seja cuidadoso, se ao seu redor houver hospedeiro para a dengue, ninguém estará protegido. Quanto ao governo, faz-se necessário injetar dinheiro também neste combate com a utilização de fumacê, contratação de profissionais para fiscalização e combate do mosquito, enfim, mergulhar na situação e não somente esperar que as coisas melhorem por si só. É bom também verificar os locais públicos que conservam água parada como por exemplo os postes das placas de sinalização.
Na defesa do governo, há quem diga que o problema não é governamental, trata-se de um mal comum dos países tropicais. Bom, não somos especialistas no assunto, mas, será? O Brasil não é o único país tropical do mundo, e o que justifica desta epidemia se alastrar por aqui enquanto outras nações também tropicais não passar pelo mesmo problema?
Como já dito em outras crônicas, como pode um simples mosquitinho sair da condição de um pernilongo, se tornar uma Dengue, Chikungunya e Zica e fazer tanta bagunça? Não, isto não é normal. Normal seria se desde a antiguidade ele já existisse ou mesmo em todas as nações de climas parecidos com o do Brasil. Mas não é o que estamos assistindo. Esta epidemia está assolando os brasileiros e o momento é de pânico. Diante de aonde ele já chegou até agora, causando tanta bagunça, qual será a sua próxima evolução e o que mais de terrível proporcionará?
Quanto ao H1N1, o momento é de alerta total. Como pode uma simples gripe levar a óbito uma pessoa em tão pouco tempo? Parece até que ele tem uma relação com o fim dos tempos. A partir dele as pessoas precisam se afastar, mal podem se cumprimentar ou mesmo ficar nos mesmos ambientes, isto porque ninguém sabe quem está infectado. Um doente que espirre, tosse ou espalhe o vírus por corrimão, cumprimento ou por os mais diversos caminhos, está contribuindo para proliferação da doença. Como é desagradável carregar no bolso um álcool em gel e se limpar o tempo todo depois de participar de ambientes sociais? No ano de 2009 o H1N1 causou muitas mortes e, graças a Deus, o período passou e tudo ficou normal. O problema é que não eliminaram o vírus, ele apenas adormeceu e acordou agora. Por que não mergulharam profundamente no problema para impedir este regresso? Neste ponto o governo ganha uma enorme parcela de culpa por não priorizar a saúde dos cidadãos.
Pois é, o clima tá pesado! Crise financeira e política, pobreza, desigualdade social, drogas, violência, Dengue, Zica, H1N1, os mais diversos cânceres, infartos e um monte de situações que têm deixado os brasileiros com o coração na mão. Que Deus proteja este país e proporciona a paz e serenidade neste povo sofredor para conseguir suportar tanta pressão do meio em que vive.

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (10/04/2016)

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