A QUESTÃO DO GÊNERO E SEXUALIDADE

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Uma discussão de enorme relevância está em voga no momento, trata-se da questão do Gênero e da Sexualidade. Este tema tem virado polêmica em função da grande campanha dos grupos voltados para a liberdade sexual que ignoraram os princípios morais e éticos recebidos pelos pais e alegam que a criança já possui o livre arbítrio e pode decidir por si a opção de qual caminho seguir. No fundo trata-se de uma das ideologias da Nova Era que prega o fim da família como uma instituição e a liberdade de escolha.

É mais ou menos o seguinte: Deus criou o homem e a mulher de acordo com as citações bíblicas bem claras no Livro de Gênesis. Segundo a criação, o homem manteria as suas características bem como as mulheres as suas. No que concerne a concepção, o homem agiria como ativo e a mulher como passiva gerando um novo ser que se definiria, mais uma vez, em uma destas duas opções. No decorrer da história surge um novo personagem que põem em conflito esta separação sexual. O surgimento deste novo grupo se dá pelo fato das partes não agradarem daquilo que receberam e desejar viver igual ao sexo oposto. Alguns chegaram a alegar que este hábito é comum entre os animais, mas se esqueceram que entre os bichos não acontece a cultura e nem o gênero, mas eles vivem simplesmente por instinto. Isto significa dizer que, uma vez no cio, há um descontrole hormonal a tal ponto de não conseguir separar pai, mãe, irmão ou mesmo se é ou não do sexo oposto.

A sociedade atual está querendo impor um novo modelo de pessoa que vai além da condição de macho e fêmea. As Câmaras de Vereadores estão discutindo o plano decenal na área da educação. A ideia é elaborar planos para os próximos dez anos e na pauta está a questão do gênero e sexualidade. Alguns deputados e o pessoal do governo têm criado cartilhas que encaram como normalidade a homossexualidade, por exemplo. Eles alegam que a escola não pode reprimir o desejo da criança em fazer a sua opção sexual. Há, inclusive, um debate sobre a questão dos banheiros que não podem se resumir apenas ao masculino e feminino, mas faz necessário um terceiro ou mesmo não haver proibição no uso daquele que lhe aprouver. O próprio nome de guerra, aquele extra-oficial que os gays utilizam, já pode ser oficializado e aceito como identificação da pessoa.

Toda vez que você vai preencher um questionário é comum aparecer o seguinte campo: sexo. A pergunta é: qual é o seu gênero? O mais comum é que existam duas alternativas para você assinalar: masculino ou feminino. O conceito de gênero denota uma diferenciação. A lógica ocidental tradicional funciona como uma divisão binária, ou seja, que se divide em dois opostos: masculino x feminino, macho x fêmea ou homem x mulher. Sob esse ponto de vista, o ser humano nasce dotado de determinadas características biológicas que o enquadra como um indivíduo do sexo masculino ou feminino. O sexo é definido biologicamente tomando como base a genitália, cromossomos sexuais e hormônios com os quais se nasce. No entanto, o sexo não determina por si só, a identidade de gênero ou a orientação sexual de uma pessoa. A orientação sexual, por exemplo, diz respeito à atração que sentimos por outros indivíduos e, geralmente, envolve questões sentimentais, e não somente sexuais.

A questão de gênero surgiu como importante reflexão para o feminismo. No fim dos anos 1940, a filósofa francesa Simone de Beauvoir afirmou que ninguém nasce mulher, mas torna-se mulher. Ao afirmar isso, ela contesta o pensamento determinista do final do século 19 que usava a biologia para explicar a inferiorização do sexo feminino e as desigualdades sociais entre os gêneros. Para a filósofa, o “ser mulher” é uma construção social e cultural.

Esta crônica não tem por objetivo fazer alguma critica discriminatória aos homossexuais, mas mostrar que eles são pessoas normais que apenas fizeram uma opção pelas pessoas do mesmo sexo. O que não justifica é querer apimentar a sociedade para incentivar as pessoas a participarem deste grupo como se fossem seres superiores e com uma ideologia de dominação em relação à natureza dos fatos. Chega a ser um absurdo as novelas quererem explorar este assunto enquanto ignoram outros que poderiam servir para o crescimento da sociedade.

A preocupação nas escolas está em como trabalhar a disciplina de ciências quando o assunto for sexualidade, reprodução, prazer e contato físico e biológico. O sistema acredita que criar um estereótipo no ponto de vista do professor pode induzir a decisão do aluno ou mesmo entrar em choque com os seus princípios religiosos e familiares. Percebe-se assim que há uma necessidade de mesclar o tradicional e o moderno sem influenciar na opinião dos alunos.

Neste instante as disciplinas de ética, filosofia, sociologia ou mesmo a educação religiosa tem que oferecer os seus préstimos para mostrar que faz-se necessário respeito e aceitação daquilo que foi optado pelo colega. Que se faça uma guerra contra o bulling e o preconceito, mas o que não pode acontecer é incentivar os hábitos diferenciados, só para seguir a moda do momento.

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (28/06/2015)

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