A QUARESMA QUE NOS LEVA A REFLETIR SOBRE AS PROVAÇÕES!

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Crônica de Elias Daniel de Oliveira (14/02/2016)

Na quaresma o cristão é levado a refletir sobre o período em que Jesus ficou quarenta dias e quarenta noites fazendo jejum num deserto enquanto era tentado pelo demônio. A pessoa temente a Deus, por mais fiel que seja não está também livre das tentações e provações da vida. Se o próprio Cristo passou por esta situação indesejada, quiçá nós, humildes seres viventes desta terra.
É nítido o que se assiste todos os dias. O mundo parece que está de cabeça pra baixo! São tantas provações e tentações a que todos estamos sujeitos que tem hora que dá vontade de esbravejar como fez Sílvio Brito em uma canção: “Pare o mundo que eu quero descer!”. A violência, a falta de respeito, a pouca procura pelas coisas de Deus, as traições, maldades e muito mais têm deixado o Pai do Céu muito triste. Segundo a Bíblia, certa vez, por muito menos Deus tentou começar tudo de novo. Foi com o dilúvio, onde Noé, atendendo ao que lhe foi solicitado pelos céus, criou uma arca para salvar pelo menos os bons. No livro de Gênesis (6,6) é possível ler a tristeza do Criador com o seu povo: “O Senhor arrependeu-se de ter criado o homem na terra e teve o seu coração ferido com íntima dor”.
O problema é que o ingrato homem, criatura excelsa de Deus, é o principal responsável por tanta desgraça. Parece até que o anjo desgarrado Lúcifer, aquele que criou um reino próprio, teria tido sucesso nos seus propósitos em detrimento das coisas do bem. É uma pena que muitas pessoas estão se afastando dos assuntos relacionados à sua salvação. A grande maioria acha difícil tirar meia hora do seu dia para rezar e manter a sua intimidade com Deus ou uma hora do seu final de semana para ir a uma missa, mas não acham difícil ficar quase o dia inteiro em frente ma a uma televisão aprendendo um monte de coisa que não presta. Em muitos lares a Bíblia virou enfeite de estante ou um livro a mais na Biblioteca. Com tanto afastamento e o sofrimento batendo a porta, há quem ainda grite: “Onde está Deus que não me atende?”. Meu irmão, Deus nunca saiu perto de você. Você é que nunca abre os olhos para contemplá-lo na sua intimidade.
Em uma das crônicas passadas, repassamos alguns dados curiosos sobre a participação dos bonsucessenses na igreja. Na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso é possível acolher pouco mais de 500 pessoas. São quatro missas nos finais de semana, mais uma na Capela de São José e outra Nossa Senhora das Mercês e nas capelinhas dos bairros com números inferiores. Diríamos então que cerca de três mil pessoas vão à igreja. Considerando que alguns participam durante a semana e outros vão às igrejas evangélicas, poderíamos dizer com um otimismo muito grande que aproximadamente cinco mil pessoas vão à igreja. Agora, calculemos juntos: segundo o último censo demográfico, Bom Sucesso tem quase 20 mil habitantes. Isto significa que apenas um quarto da população participa das celebrações que lhe garantem a salvação e o conforto para os seus males. Onde estão os outros três quartos? Bom, em casa, no bar, na rua ou sabe lá Deus onde. Normalmente gostam de ir à procissão do Senhor Morto. Convém questioná-los: Por que é muito melhor celebrar Jesus agonizando e de encontro ao seu sofrimento máximo do que participar da sua ceia, que é sinônimo de festa e alegria nas missas?
Ao tocar mais uma vez no tema da Campanha da Fraternidade deste ano, nos deparamos com a reflexão da CASA COMUM, onde o cristão é levado a pensar na necessidade de mais união e menos separação. Reforça esta tese o fato desta campanha ser ecumênica. Uma das campanhas mais antigas apresentava uma citação bíblica bem interessante que bem enriquece o tema atual: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundancia!”. Não somente aquele um quarto que vai à igreja, mas também os três quartos restantes. Cabe a todos se mobilizar pela causa e ajudar a promover a paz, a união e a CASA COMUM.
As penitências que muitos fazem neste período são muito louváveis! Traz um significado de renúncia, entrega, amor e solidariedade ao próprio Jesus que sofreu barbaramente em prol da salvação da humanidade. Que elas não se limitam ao período quaresmal, mas que seja uma prática comum para transformar a humanidade.
Seguir os passos de Jesus sofredor é enxergar que tudo o que ele fez foi com a intenção de mostrar a nossa fragilidade diante dos problemas do mundo. Ele deixa claro que o amor de Deus por nós continua firme e Ele pode até ter chegado à sua morte de cruz, mas três dias depois ressuscitou e se mantém firme e forte com os seus anjos cheios de vigor para nos proteger.
Melhor encerrar com uma frase de autor desconhecido que diz o seguinte: “Quaresma é um tempo de rever vida e abandonar o pecado. Viver a vida que Jesus recomendou…”.

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (14/02/2016)

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