A PAZ QUE O MUNDO PRECISA!

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Crônica de Elias Daniel de Oliveira (03/01/2016)

Sob a proteção de Nossa Senhora, comemora-se a Paz no dia primeiro de janeiro. Esta palavrinha tão pequena é capaz de mudar o mundo, fácil de ser cultivada, mas, por incrível que pareça, ela é temida. Trata-se de um desejo de todos, mas o orgulho humano a enfraquece e nem sempre os objetivos são alcançados. O próprio Jesus tinha o hábito de cumprimentar as pessoas desejando-a. Certa vez ele disse aos seus discípulos: “Quando entrarem em uma casa deseja a paz pra eles. Se eles quiserem a paz, que ela fique com eles, se não quiserem, a paz voltará com vocês!”.

A paz nasce no coração das pessoas, em seguida ela é esticada pela família, amigos e sociedade. Se as pessoas não cultivá-la dentro de si, não terão moral para cobrar a do mundo. Embora a paz perfeita seja aquela que vem de Deus, porque se depender dos homens ela será bem decadente. Segundo Dr. Jocarlos Gaspar do Rio de Janeiro, “ter paz é ter a consciência tranquila. A sensação de que tudo permanece bem. É a verdadeira essência do amor e da felicidade plena”.JAIR CÂNDIDO DA SILVA de Brasília, assim a designa: “Estado de completa harmonia entre o ser pensante e o criador. Sensação de cumprimento das obrigações existenciais”. Existem muitos significados, cada um mais criativo que o outro. Caso alguém saia na rua sondando as pessoas sobre como melhor explicar a paz, com certeza inúmeras frases surgirão.

Sendo a paz ausência de guerras e conflitos e levando em consideração a necessidade dela para a garantia da humanidade, como explicar inúmeros combates pela história, onde vidas inocentes foram dizimadas simplesmente para dar créditos a imperadores inescrupulosos? Guerras mundiais, conflitos no Oriente Médio, violência nas favelas, dentre tantas discórdias, como o homem ainda deseja falar de paz? O rigor religioso dos muçulmanos, a insanidade dos terroristas, as cruzadas da idade média, dentre outros, foram atividades consideradas corriqueiras no coração dos homens.

Bob Dylan dizia em uma de suas canções: “Quantas mortes ainda serão necessárias para que se saiba que já se matou demais?”. Tudo bem que desde os primórdios os homens se estranham, mas era por pura sobrevivência. Nada justifica o homem hoje bem mais inteligente continuar com os antigos costumes como se fossem animais. Isto sem querer ofender estas criaturas de Deus que, apesar de tudo, conservam a harmonia entre si.

Iniciar o ano novo cultivando a paz é o melhor caminho para que nos próximos 365 dias a serenidade possa morar nos corações. Há uma relação bastante forte entre paz, amor, respeito, harmonia e fé. Estas virtudes são necessárias e não podem ser esquecidas pelos homens. Sendo o primeiro dia do ano reservado à conscientização da paz, que tal providenciar outras 364 metas e cumpri-las a cada dia e assim chegar ao final do ano com o coração irradiando da graça de Deus?

O grande santo de Assis, inspirador do Papa Francisco, muito exortava para a manutenção da paz. Com a sua simplicidade e como se estivesse salmodiano, assim rezava: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna”.

Notaram que na concepção de São Francisco de Assis a paz é responsável por transformar o mundo em todos os seus requisitos? Também deixa claro que o maior promovedor dela é próprio homem e ele somente conseguirá alcançar o seu objetivo se for humilde? A ganância, o ódio, o desrespeito e a imoralidade atraem os conflitos que são o oposto. O mundo precisa de paz. As pessoas precisam rever os seus conceitos e levar a sério as palavras do santo de Assis. A maneira como a Organização das Nações Unidas (ONU) trabalha este tema é carregada de interesses diplomáticos. Na verdade as igrejas, independentes dos seus cultos e filosofias, precisariam conscientizar os seus fieis a promoverem cada vez mais a paz. É lógico que, utilizando a humildade – ferramenta proposta por São Francisco de Assis – e não as armas.

Quem sabe este ano santo da misericórdia a paz prevaleça? Deus permita que os islâmicos revejam os seus conceitos e a promovam ao invés da guerra. Que os presidentes governem os seus povos com a sabedoria divina. Que as famílias sejam de fato o santuário da paz. Enfim, que o mundo seja melhor!

Na conclusão, o grupo Roupa Nova reforça a reflexão: “Só o amor, muda o que já se fez e a força da paz junta todos outra vez. Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a Terra inteira feliz!”

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (03/01/2016)

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