A EXISTÊNCIA EMBASADA NOS VALORES.

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Crônica de Elias Daniel de Oliveira (25/10/2015)

Para viver bem e compreender as artimanhas da vida quanto à vivência em grupo, a filosofia propôs uma teoria bastante interessante que muito auxilia as pessoas neste propósito, trata-se da AXIOLOGIA. A palavra tem origem grega e significa: “O estudo dos valores”. O tema é bastante amplo e seria impossível afirmar que possa existir um único roteiro para ser utilizado por todos. Na verdade, cada pessoa cria o seu próprio, apenas é solicitado o respeito mútuo, assim tudo o que vier depois virá com sabedoria.

Max Scheller, um filósofo alemão, estudioso do assunto, propõe a seguinte escala de valores: em primeiro lugar os éticos, seguido dos estéticos, hedônicos (que se refere ao prazer), vitais, úteis e religiosos. A sua ideia estava relacionada à realidade do seu tempo, mas hoje a situação muda e novos valores são disponibilizados com a intenção de servir de guia às suas vidas.

Valorizar algo seria mais do que admirar, mas entrar na causa com todas as suas forças até mesmo para garantir a sua sobrevivência, bem como a de todos que vivem ao seu lado. O valor à natureza, por exemplo, vai além de jogar o lixo na lixeira e não nos rios. Na verdade, o meio ambiente está necessitado de parceiros e faz-se necessário todo mundo se inteirar desta dependência.

O valor a uma religião cristã seria o reconhecimento e a gratidão a Deus pela criação. Mais do que reconhecer, o homem precisa inserir-se de cabeça nos assuntos relacionados à sua salvação. Mesmo os incrédulos exaltam o nome sagrado de vez em quando. Já foi provado que o homem precisa da presença dos anjos para viver bem neste mundo tão hostil. Assim, participar dos assuntos cristãos ajuda o fiel na conquista da sua fé e o conduz a um mundo mais ético.

A ÉTICA é outro valor que não pode passar despercebido de quem quer viver bem em grupo. O campo ético é constituído pelos valores e obrigações que formam o conteúdo das condutas morais, isto é, a virtudes. A Bíblia fala deste assunto utilizando outras palavras, a constituição brasileira também possui artigos relacionados a estes princípios e ela é regra básica em todas as profissões. O sujeito ético é aquele que se mostra capaz de viver em sociedade e consegue mesclar o seu espaço com o outro.

Max Scheller citava também os VALORES HEDÔNICOS, àqueles relacionados ao prazer. Desde que carregado de juízo e respeito, todas as pessoas precisam de momentos de alegria, descanso e ociosidade. Mais do que relaxar diante dos dias carregados de atividades maçantes, reservar um tempo para você fazer o que quiser desde que com displicência, faz um bem danado para a alma, o corpo e a mente.

O trabalho não pode fugir desta lista. Tudo bem que em outros tempos ele já teve como significado: “Instrumento de tortura”, não seria por isto que ele não merecesse valor. A sociedade atual cobra de maneira intensa esta prática pra todo mundo. Na verdade, todos precisam contribuir para o bom andamento da rotina social. Como beneficio de tudo isto, a remuneração que, segundo os críticos do capitalismo, ajuda nas despesas pessoais e no conforto, mas proporciona a desigualdade social e a vaidade das pessoas. Ainda assim, faz-se necessário trabalhar. O que seria da sociedade se todos optassem apenas pelo lazer?

A partir do trabalho, subtende-se a aquisição do dinheiro. Este artifício tem uma função primordial nesta sociedade que cobra tudo. Ele é responsável pelo prazer e também por problemas. Já que ninguém consegue viver sem ele e logicamente precisa ser valorizado, uma boa dica seria pedir a Deus que o abençoe. Um excelente caminho para alcançar este objetivo seria pagando o dízimo. Quando você compartilha com a Igreja aquilo que tem, a vida financeira parece alcançar outro sentido.

A Estética, por sua vez, tem uma ligação muito grande com a higiene e a necessidade de todos em cuidar-se para sentir-se bem consigo próprio e com os outros. Este tipo de valor cai bem às pessoas, bem como aos ambientes. Como é agradável estar em um local limpo, bonito e organizado, bem como perto de gente com características semelhantes! É lógico que há quem aprecie e valorize exatamente o contrário, mas, fazer o que, gosto não se discute.

Você já pensou na possibilidade de reservar um valor especial a você próprio? Quem não se ama, não tem condições de amar ninguém. Valorize-se, mesmo diante dos defeitos. Amar-se e querer-se bem é uma forma de agradecer a Deus pela existência e logicamente reconhecer a beleza divina em você que foi criado à imagem e semelhança do Pai do Céu.

São muitos valores que poderiam ser citados, mas o espaço é curto. Pense então naqueles que você imagina merecer atenção e reflita sobre a sua importância. A felicidade é um presente dos céus a quem valoriza aquilo que foi presenteado com muito carinho.

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (25/10/2015)

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