A CASA DA MÃE

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Crônica de Elias Daniel de Oliveira (08/05/2014)

A presença feminina em uma família faz uma diferença fenomenal. Como é bom chegar em casa e encontrar com a mãe! O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida na cidade que leva o mesmo nome no norte de São Paulo é conhecido pelos seus visitantes romeiros como “Casa da Mãe”. É interessante como ela acolhe com carinho os seus filhos e os protege proporcionando inúmeras graças e milagres ao se revelar uma mãe preocupada com as suas labutas e sofrimentos. Não tem como negar que a Mãe de Jesus é a mesma em qualquer lugar. Na nossa cidade, por exemplo, ela é conhecida como Nossa Senhora do Bom Sucesso que é tão mãe quanto à de Aparecida.A visita ao Santuário Nacional significa rezar, ver irmãos de quase todo o Brasil pedindo ou agradecendo graças recebidas e logicamente praticando a fé.

Muitas pessoas cumprem promessas subindo a passarela de joelhos, bem como outras penitências. A atitude é bem bacana e faz o penitente sentir-se bem e agradecido, contudo Nossa Senhora não faz muita questão do sacrifício de ninguém. Um bom caminho alternativo para agradecer à Mãe de Jesus alguma bênção especial seria reverter esta promessa em um gesto de solidariedade ou talvez levar para igreja alguém que esteja afastado. Práticas como estas seriam muito bem vistos aos olhos de Nossa Senhora e bem menos sacrificantes.

O diferencial da mãe de Aparecida é que ela é consagrada a Rainha e Protetora do Brasil. E, na condição de brasileiros, os seus filhos a ela recorrem. Nota-se assim que, diante de tantos problemas desta nação, nada melhor que pedir aela que cubra com o seu manto sagrado seus filhos, principalmente aqueles que sofrem.

São inúmeras romarias todos os dias, independente das festas religiosas. Ao visitar a Casa da Mãe, acredita-se que o principal objetivo seja de fato rezar, confessar, participar de uma ou mais missas e venerar Nossa Senhora Aparecida. O problema é que muita gente faz com frequênciaromarias e excursões e não participa sequer de uma missa ou pelo menos ajoelha diante do santíssimo nos dois santuários da cidade, limitando-se apenas a passear e visitar as barracas e lojas para levar uma lembrancinha aos seus amigos e familiares. É incrível como isto pode acontecer! O Turismo Religioso subtende-se religiosidade, o comércio daquele lugar é simplesmente para aproveitar a grande aglomeração de pessoas que gostam de consumir e não é para ser a atividade principal.

A história da Mãe Aparecida começou a partir da labuta de muitos pobres que eram explorados por seus patrões no período colonial do Brasil. Os pescadores que encontraram a imagem, provavelmente atirada ao rio Paraíba por algum fazendeiro ignorante, foram os primeiros a se beneficiar de um milagre sob a intercessão da santa. Ainda hoje se multiplicam os testemunhos de pessoas agraciadas pela bondade dela. Certamente os evangélicos ficam incomodados com tamanha devoção. Eles insistem em dizer que esta atitude é uma idolatria e que não encontra respaldo na Bíblia, mas ignoram a tese de que Jesus teve sim uma mãe consagrada e conhecida como santa por Deus e o fato de ser assim tão especial conseguiu total aval dos céus para ajudar quem se dirigisse a ela. O incômodo dos irmãos de outra igreja se estende ao ver tanta gente visitando o Santuário Nacional. Se todos os seguimentos evangélicos se unissem e criassem um templo no mesmo porte, certamente teriam um santuário igual ou maior, mas, como optam por se limitar a um mundinho fechado, o que lhes resta é fazer as suas críticas.

Quando Jesus estava na cruz e se deparou com Maria e João, consagrou-a como mãe da humanidade, assim, ela não é mãe apenas dos católicos, mas de todos aqueles que a ele recorrerem, contudo, apenas os católicos usufruem deste privilégio. Os irmãos de outros seguimentos recusam e critica a veneração a Nossa Senhora, desperdiçado assim esta doce oportunidade de se declarar de fato irmão de Jesus. Não está em jogo a adoração à imagem, mas ao reconhecimento que aquele objeto retrata a pessoa por quem se venera. Os olhares piedosos e solicitantes dos devotos à imagem não significa a pratica de uma idolatria, mas amor, fé, reconhecimento e religiosidade. Tudo baseado naquela frase: “Pede à mãe que o filho atende!” e ela, atendendo aos pedidos de Jesus, não mede esforços para deixar bem os seus filhos.

Equiparar as mães a Nossa Senhora não é nenhuma retratação de ousadia. Tudo o que passou a mãe de Jesus também passa as de hoje, com mais ou menos intensidade. Todas elas são protegidas incomensuravelmente pela Mãe do Céu por entender cada sofrimento e dificuldade desta tarefa. Desta forma, todas as mães podem recorrer a ela sempre que precisar e certo de que ela não desampara nunca, também os filhos sentem na liberdade de manter a fé nesta santa preciosa aos olhos de Deus que não teve sequer o desprazer de morrer, mas levada ao céu e coroada por uma turma de anjos oficializando-a como majestosa.

Ave Maria, cheia de Graça! O Senhor é Convosco! Bendita Sois vós entre as Mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre. Santa Maria, mãe de Deus! Rogai por nós pecadores, tanto agora como na hora da nossa morte, AMÉM!

Que todas as mães, bem como a de Jesus sejam agraciadas neste dia!!!

Crônica de Elias Daniel de Oliveira (08/05/2014)

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